Internacional

30/6/2013 às 10h10 (Atualizado em 30/6/2013 às 12h13)

Michael Jackson teria pago milhões para encobrir abusos de 24 crianças

Jornal revelou neste domingo (30) documentos do FBI com detalhes dos abusos e dos pagamentos

EFE

Cantor evita a imprensa em abril de 2004, durante julgamento sobre casos de abusos, dos quais foi absolvido 30.04.2004/Hector Mata-Pool/Getty Image

O cantor Michael Jackson teria pago até R$ 78 milhões (US$ 35 milhões) para ocultar abusos cometidos em 24 menores durante um período de 15 anos, informou neste domingo (30) o jornal britânico Sunday People.

A publicação assegura ter visto documentos do FBI que detalham pagamentos às famílias de crianças que teriam sofrido abuso para que elas ficassem em silêncio caso fossem procuradas pela imprensa.

Esses arquivos, que não foram incluídos como prova no julgamento por abusos sexuais contra o cantor, em 2005, quando o astro foi absolvido, foram recopilados pelo detetive Anthony Pellicano, contratado pelo próprio músico para limpar sua imagem.

O FBI confiscou a documentação quando Pellicano foi detido e posteriormente preso em 2008 por grampear telefones de famosos e outros delitos, pelos quais ainda cumpre pena.

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Nos documentos sobre Michael Jackson do detetive particular de Hollywood, também usado por Elizabeth Taylor  — supostamente para esconder seus problemas com drogas, segundo o jornal —, são fornecidos detalhes dos menores submetidos a abusos e dos pagamentos efetuados como suborno desde 1989.

Os arquivos incluem relatórios do detetive e seus ajudantes, transcrições telefônicas e fitas de áudio, que revelam, por exemplo, uma ocasião em que o cantor foi flagrado por um de seus empregados tocando um famoso ator infantil.

Michael Jackson também teria sido visto assistindo a um filme pornô enquanto se relacionava com um menor e tocando as genitálias de uma terceira vítima em seu cinema privado, segundo o Sunday People.

As revelações sobre a vida privada do cantor, morto em 2009, aos 50 anos, por abuso de medicamentos, surgem em um momento em que sua família pretende processar a companhia de entretenimento AEG Live pela suposta contratação do médico que receitava os entorpecentes ao músico.

Além disso, o coreógrafo australiano Wade Robson, de 30 anos, que testemunhou a favor do cantor no processo de 2005, apresentou agora um processo por abusos sexuais supostamente cometidos pelo astro nos anos 90 — quando ele tinha entre 7 e 14 anos — no rancho de Neverland, alegando que, na ocasião anterior, Michael Jackson teria o convencido a ficar calado.

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