Morte de policial eleva para 108 o número de vítimas fatais na Venezuela

Ele recebeu um disparo na cabeça em uma manifestação ocorrida ontem no estado de Mérida

Desde abril a polícia há deteve mais de mil pessoas
Desde abril a polícia há deteve mais de mil pessoas REUTERS

Um policial venezuelano morreu nesta sexta-feira (28) depois de receber um disparo na cabeça durante uma manifestação ocorrida ontem no estado de Mérida, ao Oeste da Venezuela, informou o Ministério Público.

A vítima foi identificada como Oneiver Quiñones e, de acordo com a versão preliminar da procuradoria, "recebeu um disparo na cabeça" quando estava em um protesto na cidade andina de Ejido, em Mérida.

O agente do corpo de segurança regional foi ferido na quinta-feira (27) e morreu hoje no hospital onde estava sendo atendido, segundo o comunicado.

O Ministério Público não disse até o momento as circunstâncias nas quais o polícial recebeu o disparo, ou se este participava de atividades de restituição da ordem pública quando foi atingido.

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Na jornada de ontem, na qual se completaram 48 horas de greve geral convocada pelos manifestantes contra o governo, um funcionário da Polícia Nacional Bolivariana foi ferido na paróquia de Candelaria, em Caracas, segundo informou também o Ministério Público.

Esta nova morte, a oitava que se registra dentro das 48 horas de greve, aumenta para 108 o total de mortos em locais de manifestações que, desde o último mês de abril, se espalham pelo país caribenho e que deixaram mais de mil detidos.

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No próximo domingo (30) os venezuelanos estão convocados às urnas para escolher os mais de 500 membros de uma Assembleia Nacional Constituinte que redigirão uma nova Constituição e que terão faculdades para reordenar o Estado sem que ninguém possa opor-se, o que é, neste momento, o principal motivo de protesto dos opositores.