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Motorista de Sócrates passará para regime de prisão domiciliar

Internacional|

Lisboa, 20 dez (EFE).- O motorista do ex-primeiro-ministro português José Sócrates, João Perna, deixará a prisão após três semanas detido e passará para um regime de prisão domiciliar. O advogado de Perna, Ricardo Candeias, afirmou que estava "feliz e satisfeito" porque seu cliente poderá "possivelmente passar o Natal em casa". A promotoria concordou com sua libertação na sexta-feira, e agora só falta o sinal verde do juiz Carlos Alexandre, que determinou que a casa do motorista seja vistoriada para saber se cumpre com as condições necessárias. Ontem, o motorista voltou a ser interrogado pelo promotor que investiga a Operação Marquês. Perna está preso desde 25 de novembro, assim como Sócrates, embora em um local diferente, a mesma penitenciária onde continua detido o empresário Carlos Santos Silva, amigo pessoal do antigo líder do Partido Socialista luso. O quarto acusado no caso é o advogado Gonçalo Trindade Ferreira, a quem foi concedida liberdade provisória. O advogado do motorista entregou na terça-feira um recurso para o tribunal para obter a libertação imediata de seu cliente, acusado dos delitos de fraude fiscal, lavagem de dinheiro e posse ilegal de uma arma. Na sua opinião, João Perna foi "vítima das circunstâncias" e só está em prisão "por ser o motorista de quem é". Vazamentos sobre o caso publicadas pela imprensa portuguesa apontam o motorista como o responsável por transportar malas com dinheiro de Lisboa até Paris, cidade onde Socrátes estabeleceu residência após perder as eleições legislativas de 2011. A Operação Marquês tem sua origem na "comunicação de instituição financeira" que permitiu detectar "operações bancárias, movimentos e transferências de dinheiro sem justificativa", com Sócrates entre os envolvidos. EFE aag/dk

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