ReproduçãoPaula Oliveira reclamou do excesso de interesse da mídia pelo caso e disse que isso prejudica sua vida
27 de Maio de 2012
Defesa de Paula Oliveira destacou que ela vivia estado de fantasia
A brasileira Paula Oliveira, de 27 anos, que forjou um ataque neonazista em fevereiro deste ano nas proximidades da cidade suíça de Zurique, reclamou que o assédio da imprensa vai dificultar sua vida e carreira.
Paula, que mentiu sobre uma gravidez de gêmeos, disse que foi agredida por homens que supostamente seriam do SVP (Partido do Povo Suíço) e o fato terminou em um aborto em fevereiro. Hoje, no tribunal, ela afirmou, de acordo com o jornal suíço Tages Anzeiger:
- Eu nunca fiz declarações ou disponibilizei minhas fotos. Após toda essa mídia, eu não posso imaginar em um futuro próximo trabalhar como advogada. Eu sempre tenho de viver com um julgamento prévio, embora só agora eu apareça diante do tribunal.
O caso ganhou proporções diplomáticas, com pedidos de explicações do Ministério das Relações Exteriores do Brasil à Suíça. No entanto, tudo era apenas mentira.
O advogado de Paula negou que ela tivesse a intenção de enganar as autoridades e disse que ela perdeu sua profissão, o namorado e está com sérios problemas de retomar sua vida, de acordo com relato do jornal suíço Le Temps. Ele pediu a absolvião da brasileira.
O Tages Anzeiger, que publica flashes do julgamento do local, informou que a defesa de Paula disse que, após o caso, a moça ficou em um período difícil em sua vida profissional e familiar.
O pai da brasileira, que é de Pernambuco, Paulo Oliveira, também assiste o julgamento e confirmou o diagnóstico de confusão mental. Ela sofre de lúpus, doença que pode causar transtornos mentais, seu advogado, Roger Müller, descreveu como isto teria provocado um quadro de fantasia ao tribunal.
Paula foi processada por conduzir a Justiça ao erro e, se condenada, ele deve pagar multa de até R$ 10 mil, além de arcar com os custos do processo judicial.
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