27 de Maio de 2012
Acusado por morte de policial branco, Troy Davis recebeu a injeção letal

O americano Troy Davis foi executado na noite desta quarta-feira (21) por injeção letal, informou a penitenciária de Jackson, no Estado americano da Geórgia. A execução ocorreu às 23h08 local (0h08 Brasília de quinta), pouco tempo depois de a Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitar um pedido de suspensão da sentença.
Durante o dia, os advogados de Davis esgotaram todas as possibilidades legais no Estado da Geórgia, em diversas instâncias, na tentativa de evitar sua morte. A execução estava prevista inicialmente para as 19h local, mas foi adiada para aguardar a decisão do Supremo.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, se recusou a intervir para impedir a execução de Troy Davis, estimando que o caso cabia ao Estado da Geórgia e não ao poder federal, informou seu porta-voz Jay Carney.
- Obama tem trabalhado para garantir eficiência e justiça no sistema judiciário, especialmente nos casos de pena capital, mas não é apropriado que o presidente dos Estados Unidos se envolva em casos específicos como este, que são da justiça estadual.
Executado após passar 20 anos no corredor da morte, Davis foi condenado à pena capital pelo assassinato do policial branco Mark MacPhail, ao final de um processo repleto de vícios judiciais, que revelaram dúvidas sólidas sobre sua inocência.
Durante o processo, nove testemunhas do assassinato cometido em 1989 indicaram Troy Davis como o autor do tiro, mas a arma do crime nunca foi encontrada e nenhuma prova digital ou traço de DNA, revelado. Depois, sete testemunhas se retrataram, mas isso não foi suficiente para convencer a justiça a rever seu veredicto.
Apresentado por seus defensores como o exemplo do negro condenado injustamente, Troy Davis recebeu o apoio de personalidades como o ex-presidente americano Jimmy Carter, o papa Bento XVI e a atriz Susan Sarandon, além de centenas de manifestações pedindo seu indulto, por todo o mundo.
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