27 de Maio de 2012
Presidência colombiana emitiu nota criticando postura brasileira na crise com a Venezuela

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por telefone com o presidente eleito da Colômbia, Juan Manuel Santos, nesta sexta-feira (30), para tentar reduzir a tensão entre os dois países. A conversa ocorre um dia após o ainda presidente Álvaro Uribe emitir um comunicado criticando a posição do Brasil na crise Colômbia-Venezuela.
Lula afirmou a Santos que pretende preservar as relações com a Colômbia e intensificá-las com o novo governo, segundo o Palácio do Planalto. Reiterou também que jamais pretendeu interferir na política interna colombiana e convidou Santos para vir ao Brasil.
Nesta quinta-feira (28), o governo colombiano rebateu as declarações de Lula de que a crise diplomática entre Bogotá e Caracas seria um mero "conflito verbal".
Em comunicado, a Presidência colombiana disse que Lula ignorou a ameaça que representa a presença de guerrilheiros na Venezuela. Uribe também lamentou o fato do Brasil tratar como "um caso de assuntos pessoais" entre ele o presidente venezuelano Hugo Chávez o atual capítulo da crise.
O porta-voz da Presidência, Marcelo Baumbach, disse que "Lula considera que foi uma conversa bastante positiva e que ajudou nessa preparação para uma distensão... do cenário".
- O presidente ficou satisfeito, acha que foi bastante positiva, uma conversa que ajudou bastante... no desanuviamento das tensões.
Denúncia da Colômbia contra a Venezuela desatou crise
Lula telefonou a Santos nesta sexta-feira, respondendo ligação do presidente eleito realizada na quinta-feira.
Na conversa desta sexta, Lula disse a Santos que o bom relacionamento entre Colômbia e Venezuela é importante para a paz na região.
O governo do presidente Álvaro Uribe denunciou há uma semana à Organização dos Estados Americanos (OEA) que cerca de 1.500 guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e do Exército de Libertação Nacional (ELN) estariam se refugiando em território venezuelano, e pediu uma comissão especial para investigar a situação.
O presidente venezuelano, Hugo Chávez, negou as acusações e rompeu relações diplomáticas com o vizinho, além de colocar em alerta suas Forças Armadas, na pior crise entre os países em mais de duas décadas.
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