Rolando Pujol/11.mar.2010/EFEO dissidente Guillhermo Fariña é levado para o hospital após 85 dias em greve de fome em protesto pela libertação dos presos políticos em Cuba
27 de Maio de 2012
Guillermo Fariñas está em greve de fome há mais de duas semanas na ilha de Fidel

Zamora disse por telefone, a partir de Santa Clara, a 280 km a leste de Havana, onde vive Fariñas.
- Perdeu a consciência (às 14h locais, 16h em Brasília) e já está no hospital, na unidade de terapia intensiva.
Segundo seu médico pessoal, Ismel Iglesias, trata-se de um "choque hipoglicêmico", semelhante ao que já sofreu no dia 3 de março.
Fariñas entrou em greve de fome depois que outro ativista, Orlando Zapata Tamaya, morreu após 85 dias de jejum em protesto pela libertação de presos políticos na ilha. A morte de Tamaya aconteceu um dia antes da visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Cuba, no final de fevereiro.
Lula se encontrou na ocasião com o líder Fidel Castro, seu irmão, Raúl Castro, mas não recebeu uma comissão de dissidentes que pede a libertação de presos políticos.Nesta quarta-feira, ao tentar criticar a greve de fome como forma de pressão, Lula fez uma declaração polêmica em que comparou os dissidentes cubanos aos bandidos de São Paulo.
Horas mais tarde, o próprio Fariñas criticou o presidente brasileiro, dizendo que ele se preocupa mais com a política do que com as pessoas.
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