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publicado em 15/02/2010 às 02h39:

Australianos pegam penas de mais de
20 anos por planos de ataques terroristas

A sentença põe um fim ao maior julgamento por terrorismo da história do país

EFE

Cinco muçulmanos australianos foram condenados nesta segunda-feira (15) a penas de entre 23 e 28 anos de prisão por planejar ataques terroristas motivados por "uma convicção religiosa intolerante e inflexível", segundo o juiz do caso.

Em outubro do ano passado, todos foram considerados culpados de conspiração para cometer um massacre entre julho de 2004 e novembro de 2005, com armas de fogo e explosivos químicos.

Segundo o magistrado Anthony Whealy, nenhum dos condenados, de idades entre 25 e 44 anos e cujas identidades não foram divulgadas pela imprensa, mostrou remorso ou arrependimento algum, nem renegaram suas crenças extremistas.

Durante o julgamento, a Corte Suprema do estado de Nova Gales do Sul considerou que os condenados acumularam armas e material para fabricar bombas com intenção de realizar um massacre na Austrália. O grupo foi detido no final de 2005, e a polícia descobriu em suas casas, em Sydney, instruções para elaborar artefatos explosivos e propaganda extremista, assim como imagens dos atentados do 11 de setembro e vídeos de decapitações.

Whealy disse que os vídeos eram "tão brutais que nenhum ser humano 'civilizado' seria capaz de vê-los sem sofrer transtornos" e considerou o material como prova de que tinham posturas radicais.

Durante o julgamento, que durou 10 meses e contou com mais de 300 testemunhas, a promotoria apresentou partes de uma conversa telefônica na qual um dos acusados afirmava que a jihad (guerra santa) é uma obrigação para todos os muçulmanos, e que Alá vai permitir que adentrem no paraíso, como mártires. Pelo menos um esteve em campos de treinamento para terroristas da Al Qaeda no Paquistão e outros três ensaiaram ataques na Austrália. Um de seus objetivos era aparentemente a usina nuclear de Lucas Height, nos arredores de Sydney, mas nunca chegaram a determinar um alvo claro.

A sentença põe um fim ao maior julgamento por terrorismo da história da Austrália, país que nunca sofreu um ataque terrorista, mas cujos cidadãos e interesses nacionais foram alvo de ataques na Indonésia.

O mais grave foi o ataque na ilha de Bali, em 2002, onde morreram 202 pessoas, entre elas 88 australianos.

 
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