02.mar.2010/Claudio Santana/EFESoldados montam guarda nas ruas de Concepción, cidade que sofre com saques após o terremoto
27 de Maio de 2012

Presidente rebateu as críticas de lentidão ao agir
A presidente do Chile, Michelle Bachelet, elevou nesta terça-feira (2) a 795 o número de mortes causadas pelo terremoto e pelo tsunami que atingiu o centro-sul do país na madrugada do último sábado (27).
Antes, o último balanço, divulgado também nesta terça-feira pelo Escritório Nacional de Emergência do país (Onemi), indicava que eram 763 os óbitos.
A informação sobre o aumento no número de mortes foi transmitida à presidente no momento em que ela chegava à região de Maule, onde 586 pessoas morreram. Bachelet advertiu, porém, que as cifras poderão subir ainda mais.
Após se reunir com membros das Forças Armadas e da polícia, a presidente disse que o principal objetivo, neste momento, deve ser "ajudar as pessoas e enfrentar a situação de emergência nas zonas mais devastadas". Bachelet ainda disse:
- Quem não entender isso vai receber todo o rigor que a lei contempla para ações criminosas que não estamos dispostos a tolerar.
Desta forma, ela voltou a criticar os episódios de violência observados sobretudo na cidade de Concepción, a segunda maior do país e onde foi ampliado hoje o toque de recolher, que irá vigorar entre 18h de hoje e o 12h desta quarta-feira (3).
As regiões de Bío Bío, onde está Concepción, e Maule já receberam um reforço de 11.850 efetivos do Exército e 2.131 da Marinha.
Bachelet disse compreender "perfeitamente" a angústia e as necessidades da população, mas condenou os saques a supermercados e estabelecimentos comerciais que vêm ocorrendo.
- Sabemos perfeitamente que há ações criminosas de pequenos grupos que estão provocando enormes danos materiais, e isso não aceitaremos.
A presidente voltou a pedir calma e contestou as críticas feitas aos trabalhos de seu governo, que teriam sido lentos no socorro às vítimas.
Ela disse que "nunca antes" o Chile havia enfrentado um terremoto de tamanha força, "não apenas por sua intensidade, mas pelas numerosas regiões afetadas". O país registrou o terremoto mais forte do mundo, em 1960, que marcou 9,5 graus na escala Richter. O tremor que Bachelet se referiu marcou 8,8 graus na mesma escala.
- As pessoas sempre vão achar que as coisas poderiam ter sido feitas de uma melhor forma, mas a verdade é que, dada a extensão das áreas afetadas, sempre será insuficiente.

Preencha os campos abaixo para informar o R7 sobre os erros encontrados nas nossas reportagens.
Para resolver dúvidas ou tratar de outros assuntos, entre em contato usando o Fale Com o R7