27 de Maio de 2012
ReutersLA PAZ, 22 Fev (Reuters) - O governo da Bolívia declarou nesta quarta-feira "situação de emergência nacional" para enfrentar a maior onda de chuvas em cinco anos, com severas inundações que deixaram mais de 9 mil famílias sem teto e interrupções nas estradas.
A mídia local informou que as inundações e outros desastres causados pelas chuvas deixaram pelo menos oito mortos. Uma cidade brasileira no Acre, perto da fronteira com a Bolívia, também foi afetada.
"O decreto supremo está sendo emitido hoje (quarta-feira) no qual se declara situação de emergência nacional", indicou o ministro da Defesa, Rubén Saavedra, em entrevista coletiva, depois de uma reunião do gabinete do presidente boliviano, Evo Morales.
"Isso permitirá fornecer os recursos econômicos necessários para atender às demandas e às necessidades dos desabrigados", acrescentou a autoridade.
Não estava disponível de imediato um cálculo oficial do impacto econômico dos desastres, mas a situação, atribuída pelo estatal Serviço Nacional de Meteorologia ao fenômeno climático La Niña, poderia se agravar caso seja confirmada a previsão de que as fortes chuvas continuarão até meados de março.
O decreto de emergência foi anunciado após os quatro dias de celebrações do Carnaval, que também deixaram ao menos 21 mortos, segundo a polícia.
As mortes atribuídas ao fenômeno La Niña aconteceram em La Paz, onde foram registrados vários deslizamentos de casas, e no departamento de Pando, no norte do país, onde um aumento raro do rio Acre inundou grande parte da cidade de Cobija e da cidade brasileira de Brasileia.
O mesmo rio cobriu por completo um pequeno povoado chamado Bolpebra, que marca o ponto de confluência de Bolívia, Peru e Brasil, onde centenas de habitantes perderam suas casas e todos os seus pertences, de acordo com a mídia.
O vice-ministro da Defesa Civil afirmou nesta quarta-feira que ao menos 9.066 famílias haviam perdido total ou parcialmente suas moradias em todo o país.
Janeiro e fevereiro são, normalmente, os meses mais chuvosos na Bolívia, e as chuvas deste ano parecem ter superado amplamente as médias históricas.
(Reportagem de Carlos A. Quiroga)
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