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publicado em 28/11/2010 às 14h23:

Bombas norte-coreanas não
assustam brasileiro em Seul

Bombardeio contra ilha Yeongpyeong elevou tensões entre países da península coreana

Lucas Bessel, do R7


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Na última terça-feira (23), quando as Forças Armadas da Coreia do Norte lançaram um ataque de artilharia contra a ilha sul-coreana de Yeongpyeong, o brasileiro Renato Maschetto de Sá, de 38 anos, estava no trabalho - como grande parte dos moradores de Seul, capital da Coreia do Sul.

Funcionário de uma multinacional do setor automotivo, Sá vive desde 2006 no país, com a mulher, Selma, de 40 anos, e a filha, Beatriz, que completa 2 anos em janeiro. Os brasileiros acompanharam de perto a repercussão do ataque norte-coreano, considerado um dos mais graves desde o armistício da Guerra da Coreia (1950-1953). O conflito tecnicamente não acabou, pois os países não assinaram um tratado de paz. Ao menos quatro pessoas morreram na ação.

De acordo com Sá, essa foi a primeira vez que ele viu sua equipe de funcionários "ligeiramente preocupada" com as ações norte-coreanas. Ao mesmo tempo, o brasileiro afirma que, apesar da preocupação internacional e dos "tambores de guerra" que soaram na região, o afundamento da corveta sul-coreana Cheonan, em março, parece ter sido um fato mais grave.

Sá falou ao R7 nos dias seguintes ao ataque. Leia a entrevista completa.

R7 - Como você ficou sabendo da troca de tiros na região?
Renato de Sá -
Um dos meus funcionários veio me dizer que haviam disparado. Foi a primeira vez que vi meu time aqui ligeiramente preocupado. Mas alguns minutos depois, ninguém mais discutia o assunto. 

R7 - Qual foi o clima nas ruas depois dos acontecimentos na fronteira?
Sá - A imprensa noticiou o ataque, mas o povo não reagiu de forma desesperada. Essas trocas de tiros são comuns, apesar de essa ter gerado vitimas. Todo ano há provocações, e o povo ignora. Dessa vez, prestaram um pouco mais de atenção, mas nada que tenha alterado a rotina das pessoas. A vida segue normal, especialmente em função de o caso ter ocorrido em uma ilha, e não em terra firme.

R7 - O foi diferente de outros incidentes violentos envolvendo os países?
Sá -
Dizem que foi um dos mais significativos desde o final da Guerra da Coreia. Anteriormente, só se falava em provocações. Por ora, acho que o pior foi o do navio Cheonam, há alguns meses, quando mais de 40 pessoas morreram. Não se tem 100% de comprovação de que foi a Coreia do Norte que afundou o navio, apesar de evidências levarem a essa conclusão. 

R7 - Há algum tipo de sentimento de retaliação nas ruas?
Sá -
Não notei nada assim.

R7 - Vocês temem que esse tipo de incidente possa levar a um grande conflito?
Sá -
Segundo os coreanos, a chance é mínima. Mas os direitistas acham que somente uma outra guerra pode unificar o país. Já os esquerdistas preferem uma solução mais pacífica, com acordos e tratados, que, por ora, não têm funcionado.

mapa

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