12 de Fevereiro de 2012

Desabamento de posto de três andares deixou brasileiros desaparecidos
Quatro militares brasileiros morreram em consequência do terremoto de sete graus na escala Richter que atingiu na noite desta terça-feira (12) o Haiti.
O general de brigada Carlos Alberto Neiva Barcellos, chefe da comunicação social do Exército brasileiro, informou a morte do primeiro tenente Bruno Ribeiro Mário, do segundo sargento Davi Ramos de Lima, do soldado Antônio José Anacleto, e do soldado Tiago Detimermani. Também confirmou cinco militares feridos.
Barcellos ainda disse que os militares mortos e feridos estavam em trabalho fora do Comando do Batalhão Brasileiro, conhecido como Brabatt.
O Exército informou que o Brabatt está sendo procurado por vários civis haitianos para buscar ajuda, já que o comando não foi muito atingido pelos tremores.
Os militares feridos foram deslocados para um hospital argentino. Não há previsão de data para o retorno ao Brasil, nem dos feridos nem dos corpos dos militares.
O Comandante do Exército brasileiro, general de Exército Enzo Martins Peri, partirá nesta quarta-feira (13) para o Haiti para acompanhar os resgates no país.
Barcellos disse que há muitos escombros nas ruas do país e o sistema de telefone fixo e móvel estão comprometidos o que dificulta as buscas por feridos e a divulgação de informação sobre a situação.
O Ministério da Defesa informou nesta quarta-feira (13) que uma instalação de três andares utilizada por militares brasileiros, que leva o nome de Ponto Forte 22, desabou completamente e que há desaparecidos.
O terremoto, segundo o Centro Geológico dos Estados Unidos, foi o mais forte em 200 anos registrado pelo país que divide a ilha de Hispaniola com a República Dominicana. O epicentro do tremor foi registrado a apenas 16 km da capital Porto Príncipe. O tremor foi seguido de duas réplicas fortes, de 5,9 e 5,5, na escala Richter.
A nota do Ministério da Defesa também informa que os militares brasileiros passaram a madrugada na operação de resgate dos colegas possivelmente soterrados no país, assim como em operações de auxílio à população local e às autoridades haitianas.
O aeroporto da capital haitiana, Porto Príncipe, ficou fechado durante a noite, informou a nota. A reabertura depende de uma vistoria que será realizada pelas autoridades na manhã de hoje para verificar as condições para pouso e decolagem.
Veja imagens da destruição no Haiti:
O Brasil está há cinco anos na missão de paz da Organização das Nações Unidas que trabalha no Haiti, iniciada depois dos conflitos que se seguiram após a deposição do presidente Jean-Bertrand Aristide. Há um total de 9.065 pessoas, entre militares, policiais, civis, locais e voluntários, operando no país, sendo que, deste número, os militares são mais de 7.000. O país comanda a missão e tem atualmente 1.300 militares no país.

Mortes, saques e caos dominam paisagem após tremor
Relatos colhidos pelo R7 ainda na noite de ontem no Haiti (já quarta-feira no Brasil) indicaram que há um elevado número de mortos. A agência de notícias France Presse chega a falar em centenas, mas nenhuma fonte divulgou um número ou estimativa.
Já nas ruas, em meio à destruição, os saques começaram a ocorrer em Porto Príncipe, de acordo com a polícia da capital haitiana.
A agência EFE trouxe dados da polícia local que relatou saques a diversos supermercados da cidade durante a madrugada.
Estados Unidos, França e diversos outros países já começaram a oferecer ajuda ao Haiti, o país mais pobre das Américas. Ontem mesmo, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, pediu aos militares no local que ajudem à população.
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