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publicado em 03/09/2010 às 17h51:

Brasileira conta como foi o terremoto na Nova Zelândia

Kamilla mora há dois anos em Chirstchurch, cidade atingida pelo tremor de 7 graus

Lucas Bessel, do R7

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A gerente de marketing Kamilla Camillo, de 28 anos, foi acordada às 4h35 da manhã de sábado (13h35 da tarde de sexta em Brasília) pelo terremoto de 7 graus na escala Richter que sacudiu a Nova Zelândia nesta sexta-feira (3). Mais tarde, enquanto falava por telefone com o R7, um tremor secundário, ou réplica, voltou a sacudir a casa onde mora com outras três pessoas.

Veja fotos da destruição

Vídeo mostra lustres balançando

Terremoto movimenta redes sociais

A brasileira contou que a primeira reação ao terremoto foi agarrar o cachorro e correr para baixo do batente da porta, como mandam os procedimentos de emergência.

- Logo depois comecei a gritar para meus amigos também se protegerem. A casa estava balançando muito.

Kamilla diz que "não teve tempo para sentir medo" porque sua primeira reação foi totalmente racional: correr para se proteger. Só minutos mais tarde é que o alcance do tremor foi percebido pela gerente de marketing e por outros dois amigos brasileiros que passam férias no país.

- Quando começamos a discutir o terremoto é que o medo bateu.

Enquanto falava com o R7 sobre as reações dos amigos ao tremor, Kamilla começou a dar ordens em inglês para os outros moradores da casa. Era um novo tremor que voltava a balançar a casa da brasileira.

Nesse momento, a reportagem pediu para a ela que procurasse um abrigo e encerrou a entrevista. 

Experiência em navios ajudou na hora do terremoto

Kamilla, que é natural de Cuiabá e vive há seis anos fora do Brasil - há dois na Nova Zelândia -, contou que a experiência de ter trabalhado durante muito tempo em navios de cruzeiro ajudou no momento do tremor.

- Acho que todo o treinamento de emergência que fiz nesses navios foi muito importante. Parece que minha reação foi instintiva.

A brasileira disse que essa foi a primeira vez que passou por um terremoto, mas que a população da Nova Zelândia recebe orientações constantes sobre o que fazer em caso de abalos.

- As autoridades sempre dizem para todo mundo manter um kit de emergência ao alcance. O procedimento de correr para baixo do batente da porta, onde a estrutura é mais forte, também é padrão.

Prédios desabaram no centro

Segundo a Kamilla, a mídia local relatou o desabamento de prédios no centro de Christchurch. Os jornais também falaram que pessoas sofreram ferimentos leves, mas que não havia mortos pelo tremor.

- Posso ouvir o som de ambulâncias passando a todo momento aqui. Estão pedindo para que ninguém vá para o centro da cidade porque prédios caíram e ruas ficaram danificadas.

Apesar do congestionamento nas linhas de telefone celular, a brasileira já conseguiu avisar o pai e a mãe, que moram no Brasil, de que está bem.


 

 

 

 


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