27 de Maio de 2012
Turista relata dificuldades para se comunicar com o Brasil
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- Estávamos dormindo. Senti a cama mexendo e o tremor foi aumentando. Então acordei meu marido e fomos para debaixo do batente da porta do quarto, seguindo instruções que conhecíamos de viagens ao México. O tremor foi muito intenso e longo. Fiquei sabendo que durou um minuto, mas para nós pareceu muito mais.
Célia e o marido passaram as últimas duas semanas no Chile e se preparavam para retornar ao Brasil na tarde desse sábado. Porém, segundo as autoridades aeroportuárias, o aeroporto de Santiago deverá permanecer fechado por pelo menos 72 horas.
Célia contou que ela e o marido, ainda sentindo o tremor, decidiram deixar o hotel e ir para a rua. Eles desceram as escadas no escuro, pois a energia havia sido cortada. O casal está hospedado no quinto andar.
- Foi tudo muito rápido. As pessoas estavam assustadas, mas descemos correndo e bem.
Horas depois, já durante a manhã, quando os hóspedes se preparavam para tomar o café da manhã, um novo tremor forte foi sentido, o que obrigou todos a saírem à rua novamente.
Agora, segundo Célia, o clima no local é aparentemente tranquilo. A brasileira afirmou que na região do hotel não percebeu nenhum sinal de destruição ou dano material grave, tampouco feridos.Há, em contrapartida, dificuldades para se comunicar, sobretudo com o Brasil.
- Estou agora no saguão do hotel. A internet está bem, mas os celulares, ao menos os do Brasil, ainda não funcionam. No momento não temos nenhuma informação, mas o pessoal do hotel é muito prestativo e não está cobrando as ligações que foram feitas pelos hóspedes.
A região centro-sul do Chile foi a mais afetada pelo tremor, cujo epicentro localizou-se a cerca de 90 quilômetros da cidade de Concepción, na região de Bío Bío. De acordo com o Ministério do Interior, até o momento foram contabilizadas 81 vítimas fatais; a emissora de TV estatal, por sua vez, fala em pelo menos 180 mortos.
Desmoronamento
O terremoto também atingiu e provocou estragos na cidade de Viña Del Mar, no litoral do Chile. A chilena Ibânia Andréa Gutierrez Kittelsen, que mora no Brasil faz 22 anos, relatou ao R7 que a casa da família que ainda mora no Chile desmoronou por causa do tremor.
- Minha avó, um tio, uma tia e o filho deles, um bebê de duas semanas, ainda moram no Chile. Com o terremoto, a casa em que moravam caiu. A sorte é que meu tio já sabe quando vai ter terremoto, então ele percebeu e tirou todos da casa. Graças a Deus eles se salvaram.
Segundo Ibânia, os familiares ligaram por volta das 16h deste sábado para informar que estavam bem. Agora, a família brasileira pretende mandar dinheiro para os tios que moram no Chile encontrarem um outro lugar para morar.
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