27.fev.2010/ReutersJornalistas e policial observam ponte destruída por terremoto de 8,8
graus na escala Richter em Santiago, capital do Chile, no último dia 27
27 de Maio de 2012

José Castilho Marques Neto participava de feira literária em país afetado por tremor
.Castilho, um dos 30 brasileiros que chegaram a São Paulo nesta madrugada a bordo de um avião da Força Aérea Brasileira (FAB), afirmou:
- Procuramos ficar atentos e não criar problemas. Foi muita angústia, foi muito difícil.
Junto a outras 16 pessoas, Castilho participou do 1º Congresso Ibero-Americano de Literatura Infantil e Juvenil, em Santiago. Ele conta como foram os momentos após o tremor:
- Em alguns momentos não havia eletricidade, mas o pior foi mesmo a falta de comunicação. Do nosso grupo, só o meu celular tinha sinal. Nem o telefone do hotel funcionava. O acesso à internet era interrompido a todo momento.
Desde o terremoto de 8,8 graus na escala Richter, o aeroporto da capital permanece parcialmente fechado para voos comerciais.
Até o momento, o governo chileno contabilizou 795 mortes. As regiões mais prejudicadas se concentram no centro-sul do país. Ao todo, 2 milhões de pessoas foram afetadas.
Castilho afirmou que esperava desde o último sábado pelo retorno ao Brasil:
- Na medida do possível, foi uma espera contida. Nós nos limitamos a comunicar à embaixada que estávamos organizados para qualquer plano [de resgate].
- Tínhamos consciência de que estávamos muito bem instalados, com água e comida.
Segundo Castilho, todos os brasileiros que ainda estão Chile recebem ajuda do consulado e da embaixada:
- Alguns perderam os documentos ou dinheiro na hora do terremoto e esperam a autorização para voltar para casa.
O secretário-executivo do PNLL, que também é diretor presidente da Editora Unesp, disse que apesar de Santiago estar relativamente longe do epicentro, o abalo foi sentido com intensidade na capital:
- Não foi um tremor, mas uma ebulição. No hotel onde eu estava houve canos da tubulação que se romperam. A minha cama balançava um metro para o lado. Um taxista me contou que, no momento do terremoto, as extremidades dos prédios pareciam que iam se tocar de tão forte que era o tremor.
Segundo Castilho, os momentos que se seguiram ao sismo foram marcados por um "grande silêncio":
- Ninguém saía para as ruas. No domingo, também. Ontem (segunda-feira) as lojas começaram a abrir no centro de Santiago. As pessoas voltaram a pegar ônibus e metrô. Na capital o abalo foi forte, mas não se compara com o que aconteceu no sul.
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