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R7
publicado em 02/03/2010 às 20h40:

Brasileiro que estava no Chile
relata angústia antes de retorno

José Castilho Marques Neto participava de feira literária em país afetado por tremor

Ansa.

O secretário-executivo do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), José Castilho Marques Neto, que estava no Chile durante o terremoto do último dia 27, relatou nesta terça-feira (2) que a impossibilidade de se comunicar foi sua principal preocupação até que conseguisse voltar ao país, o que ocorreu nesta segunda-feira (1º).

Castilho, um dos 30 brasileiros que chegaram a São Paulo nesta madrugada a bordo de um avião da Força Aérea Brasileira (FAB), afirmou:

- Procuramos ficar atentos e não criar problemas. Foi muita angústia, foi muito difícil.

Junto a outras 16 pessoas, Castilho participou do 1º Congresso Ibero-Americano de Literatura Infantil e Juvenil, em Santiago. Ele conta como foram os momentos após o tremor:

- Em alguns momentos não havia eletricidade, mas o pior foi mesmo a falta de comunicação. Do nosso grupo, só o meu celular tinha sinal. Nem o telefone do hotel funcionava. O acesso à internet era interrompido a todo momento.

Desde o terremoto de 8,8 graus na escala Richter, o aeroporto da capital permanece parcialmente fechado para voos comerciais.

Até o momento, o governo chileno contabilizou 795 mortes. As regiões mais prejudicadas se concentram no centro-sul do país. Ao todo, 2 milhões de pessoas foram afetadas.

Castilho afirmou que esperava desde o último sábado pelo retorno ao Brasil:

- Na medida do possível, foi uma espera contida. Nós nos limitamos a comunicar à embaixada que estávamos organizados para qualquer plano [de resgate].

Ele também disse ter permanecido em seu hotel o maior tempo possível nos últimos dois dias:

- Tínhamos consciência de que estávamos muito bem instalados, com água e comida.

Segundo Castilho, todos os brasileiros que ainda estão Chile recebem ajuda do consulado e da embaixada:

- Alguns perderam os documentos ou dinheiro na hora do terremoto e esperam a autorização para voltar para casa.

O secretário-executivo do PNLL, que também é diretor presidente da Editora Unesp, disse que apesar de Santiago estar relativamente longe do epicentro, o abalo foi sentido com intensidade na capital:

- Não foi um tremor, mas uma ebulição. No hotel onde eu estava houve canos da tubulação que se romperam. A minha cama balançava um metro para o lado. Um taxista me contou que, no momento do terremoto, as extremidades dos prédios pareciam que iam se tocar de tão forte que era o tremor.

Segundo Castilho, os momentos que se seguiram ao sismo foram marcados por um "grande silêncio":

- Ninguém saía para as ruas. No domingo, também. Ontem (segunda-feira) as lojas começaram a abrir no centro de Santiago. As pessoas voltaram a pegar ônibus e metrô. Na capital o abalo foi forte, mas não se compara com o que aconteceu no sul.

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