12 de Fevereiro de 2012
Indicado por sugestão da primeira-dama, Frédéric Mitterrand confessou ter pago por sexo com garotos na Tailândia
Desde a última quarta-feira (7), um abaixo-assinado circula na França pedindo a renúncia do ministro da Cultura, Frédéric Mitterrand, que confessou num livro ter pago por sexo com garotos na Tailândia. Até o momento, o presidente Nicolas Sarkozy parece relutante em demitir o ministro. Segundo reportagem publicada neste domingo (11) pelo jornal londrino The Times, a responsável por segurar Mitterrand no cargo é a primeira-dama, Carla Bruni-Sarkozy.
Não é a primeira vez que Carla mostra sua influência no governo do marido. A escolha de Miterrand como ministro da Cultura teria sido sugestão da primeira-dama. Apresentador de TV, gay assumido e sobrinho do presidente socialista François Mitterrand, sua indicação seria uma forma de dar um ar moderno ao gabinete francês.
A polêmica começou após Mitterand defender o cineasta polonês Roman Polansky, preso na Suíça por ter fugido de uma condenação por pedofilia nos Estados Unidos nos anos 70. Marine Le Pen, líder do partido de extrema direita Front Nacional (e filha do líder conservador Jean Marie Le Pen), pediu a renúncia do ministro, divulgando trechos de seu livro "A vida má", uma autobiografia publicada em 2005.
No livro, Mitterrand conta que numa viagem que fez à Tailândia teve "o hábito de pagar garotos" por sexo: "A abundância de garotos superatraentes e disponíveis me puseram imediatamente num estado de desejo"Poder
Ex-modelo e cantora pop de sucesso, Carla, que é filha de uma família aristocrata italiana, casou-se com Sarkozy em fevereiro de 2008, quando ele já era presidente. O próprio chefe de Estado já admitiu que recebe influência da mulher.
O apoio de Sarkozy, um político de direita, de apoiar veladamente a decisão do Brasil de não extraditar o ex-guerrilheiro italiano, Cesare Battisti, é considerada uma das jogadas da primeira-dama.
Ao Times, a senadora da direita francesa, Joëlle Garriaud-Maylam, declarou que é Carla quem está segurando Mitterrand no cargo:
- Ela tem grande poder e influência. É obvio que ela está defendendo Mitterand. Mas isso coloca o presidente numa situação difícil. Ele está defendendo muitos do que o apoiam.
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