27 de Maio de 2012
Site vazou a jornais mais de 250 mil documentos oficiais do governo dos EUA
Veja imagens das capas dos jornais
- Para sermos claros, estas revelações põem em risco nossos diplomatas, profissionais de inteligência, e pessoas em todo o mundo que vem aos Estados Unidos para ajudar a promover a democracia e o governo aberto.
A divulgação de cerca de 250 mil documentos confidenciais foi promovida pelo site WikiLeaks, uma organização dedicada a expor os segredos oficiais, conduzida supostamente por um ex-analista de inteligência que explorou uma brecha de segurança. Jornais como os espanhóis El País e El Mundo, o inglês The Guardian, o norte-americano New York Times, o francês Le Monde e o alemão Der Spiegel expõem em suas manchetes dados sobre as relações dos Estados Unidos com outros países.
Gibbs disse ainda que os documentos contém informações “sensíveis à segurança nacional”, e acrescentou que a Casa Branca condena as ações.
- Condenamos, nos termos mais fortes, a revelação não autorizada de documentos secretos e informação sensível de segurança nacional.
Ameaça
A Grã-Bretanha já havia se posicionado de forma semelhante, antes mesmo da publicação dos documentos, afirmando que as informações contidas neste material "podem colocar vidas em risco".
- Elas podem prejudicar a segurança nacional; não são de interesse nacional; e, como já disseram os Estados Unidos, podem colocar vidas em risco.
O governo britânico teme que seus cidadãos residentes no Paquistão, no Iraque, Irã e em outros países muçulmanos corram perigo devido a uma eventual reação negativa a comentários "antimuçulmanos" possivelmente contidos nos documentos confidenciais.
Os textos contém comentários e informes elaborados por funcionários estadunidenses, com linguagem franca e até dura em relação a outras nações. O jornal espanhol El Pais, por exemplo, diz que os documentos revelam entrevistas, atividades de espionagem e expõem com detalhes opiniões e dados levantados por fontes em conversas com embaixadores norte-americanos ou funcionários da diplomacia.
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