Carlos Garcia Rawlins/ReutersNo início deste mês de dezembro Chávez acusou a Holanda de também colaborar com um suposto plano de ataque dos EUA contra o território venezuelano a partir de ilhas holandesas do Caribe
11 de Fevereiro de 2012
Líder venezuelano diz que suposto plano tem colaboração do governo da Colômbia
.Durante um ato militar, Chávez afirmou que a "guerra verbal" começou há poucos dias, quando integrantes do governo colombiano voltaram a acusar a Venezuela de ter acampamentos da guerrilha e proteger líderes rebeldes.
- De tanto repetirem, há gente que acredita, e com isso preparam o que chamam de "falso positivo" para lançar um ataque sobre território venezuelano simulando a existência de um acampamento guerrilheiro.
O "falso positivo" consistiria, segundo Chávez, em transferir para território venezuelano pessoas mortas na Colômbia, construir um acampamento improvisado, plantar fuzis e propaganda da guerrilha e apresentar isso ao mundo como a confirmação de suas denúncias.
Chávez ainda disse ter "evidências" desse plano e que essa operação está sendo preparada com a ação de aviões espiões e não tripulados que decolam de bases americanas na Colômbia e sobrevoam o espaço aéreo venezuelano.
Farc no exterior
No último dia 18, o ministro da Defesa colombiano, Gabriel Silva, disse que o governo do país identificou 60 colaboradores diretos das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em vários países do mundo, entre eles a Venezuela, onde haveria 15 rebeldes.
Chávez reiterou que é "absolutamente falso" que haja líderes ou acampamentos guerrilheiros na Venezuela. O presidente venezuelano afirmou enfaticamente que seu governo "não permitiu, nem permitirá, a presença de Forças Armadas no país que não sejam a Força Armada Nacional".Chávez admitiu, no entanto, que eventualmente podem entrar em território venezuelano "guerrilheiros, paramilitares, traficantes ou terroristas" porque, segundo ele, é "impossível" evitar isso quando esses grupos "têm meio território da Colômbia".
- Os paramilitares, guerrilheiros, traficantes e terroristas vêm da Colômbia para cá, não vão daqui para lá.
Para Chávez, um plano como o relatado por ele é possível porque o poder na Colômbia "não está em Bogotá, mas em Washington".
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