Caracas, 24 fev (EFE).- O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, liderou nesta sexta-feira uma caravana de Caracas até o aeroporto de Maiquetía, na qual se despediu com cartazes e mostras de carinho de milhares de seguidores antes de viajar para Cuba para se submeter a uma nova operação.
"Vou defender milímetro a milímetro, palmo a palmo, segundo a segundo esta vida que é de vocês, que pertence a vocês, para continuar dedicando tudo nestes próximos meses, neste ano, nos próximos anos desta década", disse o líder.
Chávez fez esta declaração no palácio de governo antes de sair para o aeroporto, situado a cerca de 30 quilômetros da capital. Acompanhado de sua filha mais nova, Rosinés, o presidente disse em breve discurso que viajaria para Havana, em Cuba, como o "espírito fortalecido" pelo "amor, carinho e boa fé" do povo venezuelano.
O presidente fez o percurso no veículo oficial, que levava uma grande fotografia de Jesus Cristo na parte dianteira. No carro sem cobertura, Chávez cumprimentou o povo e recebeu flores, cachecóis e beijos das centenas de pessoas que foram se aglomerando nas vias da cidade.
O evento foi transmitido em cadeia obrigatória de rádio e televisão. O líder será operado na segunda-feira ou terça-feira na ilha caribenha para extrair um tumor de dois centímetros detectado na semana passada durante exames médicos em Cuba.
A lesão foi encontrada na mesma região do corpo onde em junho do ano passado ele retirou um câncer, embora não tenham sido dados maiores detalhes sobre sua localização e gravidade.
O presidente indicou que existe uma alta probabilidade da lesão, que ele não chamou tumor, ser maligna, e reconheceu que terá de repensar sua agenda política.
"O que vou enfrentar não é mais do que as tantas dificuldades que enfrentamos nos últimos anos", afirmou. Em sua ausência, o governante de 57 anos recomendou aos venezuelanos "muita consciência e unidade diante das dificuldades e das adversidades".
"Em breve voltaremos a nos colocar à frente da batalha rumo à grande vitória em 7 de outubro", disse o líder em referência às eleições presidenciais e antes de proferir seu grito final: "Viva Chávez!". EFE
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