31.jan.2010/EFEPresidente da Venezuela, Hugo Chávez, criticou e negou acusações
do governo da Colômbia sobre incursão de militar em seu território
12 de Fevereiro de 2012
Governo de Uribe anunciou expulsão de soldado da Guarda Nacional Bolivariana
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, considerou um "descaramento" a versão difundida pela Colômbia sobre a expulsão de um soldado daquele país que teria ingressado de forma não autorizada em território vizinho.
O anúncio sobre a invasão foi feito na última quinta-feira (28). De acordo com informações divulgadas pelo governo de Álvaro Uribe, o homem detido estaria portando um fuzil e foi devolvido às autoridades venezuelanas.
Em seu programa Alô Presidente, Chávez classificou a versão difundida sobre o caso como "uma coisa sem vergonha de nenhum tipo".
O presidente afirmou que o funcionário da Guarda Nacional Bolivariana foi levado por contrabandistas ao território vizinho em uma lancha, e que Bogotá o acusou de estar fazendo ações ilegais apesar de ter ciência dos fatos. O venezuelano disse:
- Então vem (...) a Colômbia, sabendo da verdade, e diz que retornaram um guarda nacional que estava fazendo operações. Rambo, pois. A isso chega o governo de Uribe.
O chefe do Comando Regional 9 da força policial venezuelana, Orlando Mijares, já havia desmentido no sábado a denúncia das autoridades colombianas. Segundo ele, o soldado detido fazia uma revista em uma embarcação localizada em um rio fronteiriço quando o condutor arrancou a lancha e a levou ao outro lado do rio.
Devido ao caso, a Chancelaria de Uribe solicitou à Venezuela o início de "uma investigação interna sobre o incidente protagonizado por um integrante da Guarda Nacional Bolivariana" que, de acordo com a nota, foi capturado e "disparou [sua arma] a partir de território colombiano".
As relações diplomáticas entre Caracas e Bogotá estão congeladas desde julho do ano passado, quando Uribe acusou Chávez de contrabandear armas para guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
Além disso, a Venezuela questiona um acordo militar assinado em outubro pelo governo vizinho, que permite o envio e a presença de até 1.400 oficiais americanos em sete bases situadas em território colombiano durante uma década.
As tensões se intensificaram nos últimos meses devido a acusações sobre a presença de espiões e incursões ilegais.
Na semana passada, Bogotá denunciou que um helicóptero militar venezuelano havia invadido seu espaço aéreo e sobrevoado a cidade de Arauca, onde está localizada uma base militar. O acontecimento foi negado pelo governo vizinho.
Em dezembro, Chávez também denunciou incursões não autorizadas em seu espaço aéreo. Segundo ele, as ações teriam sido promovidas pelos Estados Unidos com o apoio da Colômbia.
Preencha os campos abaixo para informar o R7 sobre os erros encontrados nas nossas reportagens.
Para resolver dúvidas ou tratar de outros assuntos, entre em contato usando o Fale Com o R7