27 de Maio de 2012

Governo divulgou que 802 pessoas haviam morrido no terremoto

Vinte e quatro horas depois de ter informado 802 mortos, o subsecretário do Interior, Patricio Rosende, apareceu na televisão para ler, um por um, os nomes de 279 mortos identificados.
Rosende não explicou as razões da revisão. Mas, segundo uma fonte do Ministério do Interior, nos necrotérios há ainda centenas de cadáveres não identificados.
Foi o último episódio bizarro em torno do sismo e dos tsunamis de sábado, que desmantelaram cidades e tiraram povos inteiros do mapa.
A Marinha chilena reconheceu na quarta-feira que titubeou e não informou com clareza a presidente Michelle Bachelet sobre o perigo de tsunamis depois do terremoto de magnitude 8,8, um dos mais violentos da história.
Quando finalmente soaram os alarmes de tsunami, este foram desativados sem explicação, antes de gigantescas ondas arrasarem com várias localidades costeiras.
No sábado, Bachelet demorou horas para sobrevoar a região do desastre para avaliar os danos, porque aparentemente não conseguiam localizar o piloto de um helicóptero que tinha o telefone celular desligado.
O governo chileno foi fortemente criticado pela lentidão na divisão da ajuda humanitária. Cinco dias depois do desastre, os habitantes de alguns povoados devastados não receberam alimentos.
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