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publicado em 25/04/2011 às 20h37:

Conheça oito histórias secretas de Guantánamo reveladas pelo WikiLeaks

Militares tem “manual de interrogador” para arrancar dados de suspeitos de terrorismo

Do R7


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Uma nova leva de papéis confidenciais do governo americano, vazados pelo site WikiLeaks, trazem histórias chocantes sobre os presos de Guantánamo. Os documentos mostram, por exemplo, que prisioneiros de “alto risco” foram libertados em troca de cooperação. Também revela a existência de um “manual de interrogatório”. A polêmica prisão em uma base cubana concentra suspeitos de terrorismo, presos durante a Guerra do Terror.

Os papéis mencionam, ainda, terroristas infiltrados em serviços de inteligência de governos ocidentais, bem como a prisão de idosos, doentes mentais, adolescentes e religiosos reconhecidamente sem ligação com o terrorismo. O fechamento da prisão foi uma promessa de campanha do presidente Barack Obama. Há prisioneiros há mais de 9 anos sem julgamento ou direito a advogados. O governo dos EUA já reconheceu a existência de tortura na prisão.

Os documentos do WikiLeaks, site fundado pelo ativista australiano Julian Assange, mostram que houve pouco cuidado ao transferir e liberar prisioneiros perigosos, enquanto inocentes continuam presos na base naval.

Os documentos do WikiLeaks, site especializado em vazar papéis oficiais de governos do mundo inteiro por meio de uma rede de informantes, jogam luz sobre esses presos e suas identidades. Os papéis podem dar início a mais uma crise diplomática para os Estados Unidos, menos de seis meses após a divulgação de documentos diplomáticos.

1.     EUA tiveram pouco cuidado ao libertar prisioneiros perigosos

Considerados de “alto risco”, 127 prisioneiros continuam na prisão de Guantánamo, mas cerca de outros 160 “que representam risco de ameaça aos Estados Unidos” foram soltos ou extraditados para outros países. Segundo a National Public Radio, a rádio estatal americana, e o jornal americano The New York Times, pelo menos duas dúzias de prisioneiros de “alto risco” foram ligados a atos terroristas desde suas libertações de Guantánamo, incluindo dois sauditas que se tornaram líderes regionais da Al Qaeda na Península Arábica.

2.     Mais de 160 “inocentes” continuam presos e o Exército reconhece isso

Pelo menos 160 dos prisioneiros de Guantánamo são considerados inocentes ou “de baixo risco” pelo Exército americano, como um tradutor iraniano, que teria lutado contra o Taleban no Afeganistão e preso quando ofereceu serviços de tradução aos soldados americanos em Kandahar, no Paquistão. Incluem-se nesta lista também fazendeiros paquistaneses, um médico e um rapaz preso aos 14 anos e levado para Guantánamo por “possíveis informações sobre o Taleban e a Al Qaeda”. Também figuram nos documentos o caso de um idoso de 89 anos com problemas mentais e um inglês convertido ao Islã que foi preso apenas por ter sido prisioneiro do Taleban durante um certo período em que passou no Afeganistão. Os documentos admitem que 83 dos presos que passaram por Guantánamo “não representam risco nenhum” e outros 77 representam “risco improvável”. Outros 274 representariam apenas “eventual” risco.

 3.     Militares não têm certeza do que fazem

Os oficiais do Exército americano não têm certeza do que estão fazendo. Nos mais de 700 documentos de prisioneiros vazados, a palavra “possivelmente” aparece 387 vezes; “desconhecido” é lida outras 188 vezes. Um exemplo de como as informações foram mal apuradas é o caso de Yousef Abkir Salih al Qarani, supostamente um líder da Al Qaeda, em Londres, e cuja verdadeira identidade é, segundo o jornal britânico The Guardian, um garoto saudita de 11 anos que nunca deixou o país.

 

4.     Exército tem “manual para interrogador”

Os documentos vazados mostram também um “manual do interrogador”, em que o serviço de inteligência do Exército lista maneiras para os interrogadores lidarem com muçulmanos e também detectarem formas que os presos usariam para enganá-los, como conversas sobre religião e histórias falsas para encobrir participação em atos terroristas.

5.     Um único prisioneiro delatou mais de 123 terroristas

Presos de “alto risco” foram libertados após contribuírem com informações de inteligência e revelarem os paradeiros de outros terroristas muçulmanos, apesar de até mesmo os interrogadores terem colocado em dúvida a veracidade de algumas dessas informações. É o caso de Mohammed Basardah, nascido no Iêmen, que denunciou 123 pessoas ligadas a redes terroristas, incluindo outros prisioneiros de Guantánamo. Ele foi transferido para uma prisão do governo da Espanha como recompensa pelas cooperação, apesar de interrogadores terem pontuado que as informações “não eram confiáveis” e de autoridades suspeitarem que ele era um dos guarda-costas de Osama bin Laden.

6.     Relógio é indício de terrorismo

Relógios baratos servem como pista para militares detectarem membros da rede Al Qaeda. Segundo mostram os documentos revelados pelo Wikileaks, relógios da marca Casio foram considerados pelo Exército americano como indícios de que suspeitos estariam envolvidos na montagem e fabricação de bombas. Os documentos dizem que até um terço dos detidos na prisão de Guantánamo (ao todo 102 pessoas) portavam um desses relógios no momento de sua captura.

7.     Terroristas se infiltraram em serviços de inteligência de governos ocidentais

Membros da Al Qaeda trabalhavam infiltrados no serviço de inteligência britânico, MI-6. Um militante argelino, Adil Hadi al Jazairi Bin Hamlili, responsável por explosões em igrejas cristãs e um hotel no Paquistão, preso em Guantánamo, é citado pelos documentos oficiais como “possivelmente” um informante tanto do MI-6 quanto do serviço de inteligência canadense.

8.     Guerra ao Terror mudou de alvo

Os documentos mostram que o foco das operações e detenções na chamada “Guerra do Terror” deixou de ser o desmantelamento da rede terrorista Al Qaeda para tratar de outros assuntos mais amplos. Há prisioneiros detidos por “possíveis informações” sobre o sistema judiciário do Bahrein e do serviço secreto do Cazaquistão, entre outros presos sem relação comprovada com o terrorismo.

* Colaborou Caio Proença, estagiário do R7

 
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