27 de Maio de 2012
Presidente quer estar preparado para um novo bombardeio e manterá alto nível de alerta
O presidente da Coreia do Sul, Lee Myung-bak, ordenou o envio de mais tropas para a linha de frente da ilha recém atacada Yeonpyeong, em resposta à artilharia norte-coreana que deixou dois soldados e dois civis mortos nesta terça-feira (23). A informação foi divulgada pela rede americana msnbc.
Entenda o conflito entre Coreia do Sul e Coreia do Norte
Segundo a rede, residentes da ilha empacotavam seus pertences e caminhavam por ruas enegrecidas pelos escombros remanescentes do ataque, lembrando cenas da Guerra da Coreia (1939-1945), 60 anos atrás.
O morador Ku Lee relatou as chamas que tomaram as ruas da ilha que abriga bases militares, bem como uma comunidade de pescadores famosa por suas capturas de caranguejo.
- Foi um mar de fogo.
Yeonpyeong está próxima da fronteira com a Coreia do Norte e tem apenas seis peças de artilharia sul-coreana.
Apesar do inimigo comunista afirmar que não haverá nenhum outro ataque, Estados Unidos e Seul vão realizar exercícios militares conjuntos no próximo domingo (28), com a presença de um porta-aviões de propulsão nuclear americano.
Presidente quer manter nível de alerta
O presidente sul-coreano, através do seu porta-voz, disse que não se deve minimizar o “senso de crise” em relação a uma nova demonstração militar norte-coreana.
- Uma provocação como esta pode ocorrer a qualquer hora.
Em uma reunião de emergência em Seul, Lee ordenou o reforço com cerca de 4.000 militares na tensa ilha no Mar Amarelo, criando uma nova categoria de resposta.
Rusgas entre as forças militares coreanas do sul e do norte são comuns, mas pesado bombardeio desta terça da Coreia do Norte foi o primeiro ataque a matar civis desde a Guerra da Coreia.
Coreia do Norte responsabiliza EUA por confronto
A Coreia do Norte acusou ainda hoje o governo dos EUA de ter parte da responsabilidade pela troca de disparos entre Coreia do Norte e Coreia do Sul, informou a agência oficial do governo, KCNA.
- O mar Ocidental (mar Amarelo) se transformou em um barril de pólvora onde o risco de confrontos e enfrentamentos entre o norte e o sul persistem apenas porque os EUA traçaram de forma unilateral a linha ilegal de demarcação entre os dois países.
O governo norte-coreano manifestou a disposição de voltar a atacar a Coreia do Sul e repetiu a acusação de que Seul iniciou as hostilidades.

As principais tensões com a Coreia do Norte em 2010
| 23 de novembro | Tropas fazem disparos de artilharia contra ilha sul-coreana na região de fronteira do mar Amarelo. |
| 21 de novembro | Cientista americano diz ter visto, a convite do governo norte-coreano, uma nova usina de enriquecimento de urânio, com centenas de centrífugas já instaladas. |
| 11 de novembro | Em visita oficial à Coreia do Sul, presidente dos EUA, Barack Obama, diz que a postura do país vizinho o levará a apenas "mais isolamento e menos segurança" e reafirma apoio ao Sul |
| 29 de outubro | Militares norte-coreanos disparam contra tropas do Sul na Província fronteiriça de Gangwondo. |
| 29 de outubro | Coreia do Norte rompe diálogo com a ONU sobre afundamento de navio militar sul-coreano. |
| 24 de outubro | Governo afirma que seu arsenal nuclear é uma "preciosa espada". Analistas cogitam um terceiro teste atômico. |
| 10 de outubro | País realiza um dos maiores desfiles militares de sua história para apresentar Kim Jong-un, futuro sucessor do ditador Kim Jong-il. |
| 27 de setembro | Exército promove Kim Jong-un, filho do ditador Kim Jong-il, a general, em movimento que prepara sucessão. |
| 4 de agosto | Coreia do Norte instala mísseis terra-ar de longo alcance na zona da fronteira com a Coreia do Sul. |
| 26 de março | Afundamento de navio militar sul-coreano, atribuído a torpedo da Coreia do Norte, mata 46 marinheiros. |
Preencha os campos abaixo para informar o R7 sobre os erros encontrados nas nossas reportagens.
Para resolver dúvidas ou tratar de outros assuntos, entre em contato usando o Fale Com o R7