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publicado em 24/04/2011 às 06h00:

Crise na Síria mexe em vespeiro
geopolítico do Oriente Médio

“Primavera árabe” parece estar longe do fim com protestos no país e no vizinho Iêmen

Maurício Moraes, do R7


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A promessa de renúncia do ditador do Iêmen, Ali Abdullah Saleh, sob pressão dos opositores, e a forte repressão do regime sírio de Bashar al Assad, que matou mais de cem pessoas no fim de semana, mostram que a onda de protestos na região, chamada de “primavera árabe” está longe do fim.

Após a queda dos líderes da Tunísia e do Egito, e a guerra civil na Líbia, o foco agora é a Síria, que, por suas relações com Israel e Irã e sua configuração religiosa interna, é um vespeiro geopolítico no já conturbado Oriente Médio.

Muito antes da atual onda de protestos que varre o mundo árabe, o jornalista britânico Robert Fisk, um dos maiores especialistas em Oriente Médio, definiu o regime sírio como “ordenado, comedido, implacavelmente inflexível”.  A organizada repressão do regime de Assad contra opositores parece confirmar, ao menos em parte, a definição de Fisk.

Síria é barril de pólvora

O regime comandado pela família Al Assad desde 1970 é um dos mais fechados do Oriente Médio. Apesar da aparente estabilidade, conseguida à força, o país é um barril de pólvora.

O país está tecnicamente em guerra com Israel, para quem perdeu as colinas de Golã na Guerra dos Seis Dias (1967). Apesar de ser um país de maioria muçulmana sunita, o clã Al Assad é alauita (seita muçulmana xiita), o que explica os fortes laços entre o regime sírio com o Irã (maior país xiita). O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, chegou a acusar Assad de receber ajuda iraniana para reprimir os protestos.

A religião dos Al Assad também é o que os liga ao grupo libanês Hezbollah (também xiita, em um país de maioria sunita). Além disso, a Síria tem enorme influência sobre o Líbano, onde manteve tropas até 2005.

O fato dos alauitas/xiitas (minoria de 12% da população) comandarem um país onde cerca de 80% das pessoas são sunitas (o restante é cristão) ajuda a explicar a revolta na Síria.

Daí a grande preocupação dos analistas, que não conseguem prever o desfecho da crise na Líbia, que pode ter graves consequências internas, bem como para todo o Oriente Médio, se cruzar as fronteiras e se esparramar pelo Líbano, pelo Irã e por Israel.

Al Assad tem mais apoio popular que outros ditadores

Segundo Mohamad Bazzi, especialista de Oriente Médio do Council on Foreign Relations de Washington, nos EUA, Al Assad tem “mais apoio popular do que outros governantes árabes derrubados por revoltas, como Hosni Mubarak, do Egito, e Ben Ali, da Tunísia”.

Bazzi explica ainda que, diferente do caso da Tunísia e do Egito, bem como da Líbia, países onde o Exército se dividiu e parte dos militares passou para o lado dos rebeldes, as Forças Armadas da Síria tendem a apoiar Al Assad até o fim.

Isso porque a elite do Exército, bem como da administração pública, é escolhida a dedo entre os alauitas/xiitas, que não têm interesse na queda de Al Assad e na ascensão de um governo sunita.

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