Fredy Builes/27.jan.2010/ReutersSoldado colombiano participa de operação contra plantações de coca na Província de Chagui Tumaco; ONU aponta redução no plantio da folha no país
27 de Maio de 2012
ONU diz que continente é lugar de produção, consumo, tráfico e trânsito de narcóticos

Segundo o estudo, a queda na área de plantio só ocorreu porque a redução na Colômbia compensou o "preocupante" aumento no Peru e na Bolívia.
Na Colômbia, principal produtor mundial da folha, a terra dedicada à coca caiu 18%, ocupando 81 mil hectares, segundo a Jife. O país é responsável por 48,3% das terras sul-americanas que cultivam o produto. A queda também levou a uma redução de 28% na produção potencial de cocaína, que somou 470 toneladas.
Por outro lado, Peru e Bolívia registraram pelo terceiro ano consecutivo um aumento da extensão dos cultivos, o que é visto "com preocupação" pela Jife.
Na Bolívia, a superfície cultivada dobrou desde 2000, chegando aos 30,5 mil hectares em 2008, 18,2% do total da América do Sul, e 6% mais que no ano anterior.
No Peru, registrou-se um aumento de 45% entre 1999 e 2008, até 56,1 mil hectares.
A fabricação potencial de cocaína aumentou no Peru até 302 toneladas e na Bolívia até 113 toneladas, o que equivale respectivamente a 36% e a 13% da elaboração potencial mundial.
A ONU pede ao Peru e à Bolívia que "intensifiquem as atividades de erradicação" e que "controlem o cultivo ilícito crescente".
"Em 2008, a fabricação potencial de cocaína da América do Sul foi de 845 toneladas, 15% menos que em 2007 e o volume mais baixo desde 2003", ressalta o documento.A apreensão de cocaína aumentou nos três principais países produtores de folha de coca: na Bolívia, 45%, atingindo 21,6 toneladas; no Peru, 90%, com 16,8 toneladas; e na Colômbia, 57%, somando 198,4 toneladas.
América do Sul tem alto consumo de drogas
Na América do Sul, quase 1 milhão de pessoas recebem tratamento por uso de drogas ilegais, sinal de que a região é um lugar de produção, consumo, tráfico e trânsito de narcóticos, segundo o documento da Jife. O uso de cocaína na região entre pessoas de 15 a 64 anos se situa em 0,9%, o dobro da taxa mundial.
O órgão da ONU indica que os traficantes de drogas continuam se aproveitando dos grupos mais vulneráveis e cita como exemplo o fato de que, no Equador e Paraguai, respectivamente 34% e 90% dos detidos relacionados ao narcotráfico eram desempregados.
Por último "a Junta observa com preocupação que em alguns países da América do Sul, como Brasil, Argentina e Colômbia (além de EUA e México na América do Norte), há um movimento crescente em favor da descriminalização da posse de drogas".
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