Emmanuel Dunand/9.jun.2010A embaixadora do Brasil na ONU, Maria Luiza Ribeiro Viotti, vota contra a resolução do Conselho de Segurança da ONU que aprovou uma nova rodada de sanções contra o Irã por seu programa nuclear
27 de Maio de 2012
Ministro responde Jungmann (PPS) e diz que se houve tiro em algum pé, no dele "não doeu"
Jungmann disse ao R7 que o país pode ficar isolado e que o ministro das Relações Exteriores Celso Amorim deu um “tiro no pé” ao apoiar o programa nuclear do Irã, um país que “viola os direitos humanos e que quer desenvolver uma bomba atômica”, segundo ele.
Durante entrevista à imprensa, Amorim respondeu às críticas de Jungmann feitas em declarações ao R7.
- Sinceramente não me preocupo. Se foi no pé de alguém, não foi no nosso. Pelo menos no meu não doeu.
Numa atitude poucas vezes vista na história da diplomacia brasileira, o Brasil votou contra a aplicação de sanções no Conselho de Segurança, ao lado da Turquia.
Os dois países (membros rotativos do conselho) assinaram um acordo com o Irã no último dia 17 de maio, sobre a troca de combustível nuclear – que acabou sendo ignorado pelas potências que são membros permanentes do conselho (EUA, Reino Unido, França, China e Rússia).
Jungmann disse que o Brasil está “absolutamente isolado [por votar contra] ao lado de um país que desrespeita o Conselho de Segurança” e que “isso é absolutamente contrário aos interesses nacionais”.
Amorim contestou o deputado.
- O Brasil não estava absolutamente isolado. Nós estávamos em excelente companhia [da Turquia], a maior democracia islâmica, um país membro da Otan [aliança militar do Ocidente] e portanto insuspeito na sua visão de mundo, que quer ser membro da União Europeia.
Se o Irã explodir bomba o mundo vai culpar o Brasil, diz deputado
Um dos maiores críticos da política externa do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Jungmann disse que “diferente da Turquia, o Brasil não tem grandes interesses, não tem fronteira, nem alto fluxo de comércio com o Irã”.
- Amanhã, se o Irã vier a explodir uma bomba atômica o mundo vai olhar para o Brasil e vai dizer: 'veja, vocês ajudaram eles, vocês deram tempo para eles'.Segundo o deputado, o Itamaraty, chefiado pelo ministro Amorim, “deu e vem dando tiro no pé, e não só no caso do Irã”.
- No caso de Honduras o Brasil virou procurador dos interesses do [Manuel] Zelaya [presidente deposto]. No caso de Cuba, dá apoio a um país que desrespeita direitos humanos.
Jungmann diz que com Serra seria diferente
Questionado se a política externa seria diferente num eventual governo José Serra (PSDB), candidato a quem o PPS de Jungmann apoia na corrida presidencial, o deputado da oposição disse que sim.
- Sem qualquer sombra de dúvida ela teria de ser modificada. Não tem de ficar discutindo a carta do [presidente dos EUA] Barack Obama ou que o governo quer promover a paz. A paz a gente promove 24 horas por dia.
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