15.06.2009/APMulher protesta contra supostas fraudes na eleição de Ahmadinejad em Teerã; a censura do governo ao trabalho da imprensa internacional não impediu que imagens da violência ganhassem o mundo pela internet
27 de Maio de 2012
Protestos são proibidos e mulheres não têm voz no país onde a religião é a lei
Segundo a organização americana Human Rights Watch, "o respeito aos direitos humanos básicos no Irã, especialmente a liberdade de expressão e de reunião, se deterioraram" desde que Ahmadinejad chegou à presidência, em 2005. A república islâmica, governada com mãos de ferro pelos aiatolás xiitas desde a revolução iraniana de 1979, experimentava nos últimos anos um alívio na repressão aos costumes considerados ilegais (como ingerir bebidas alcoólicas). Isso até Ahmadinejad chegar ao poder.
Neste ano, Ahmadinejad concorreu a um segundo mandato presidencial e venceu uma eleição considerada fraudulenta pela oposição e por líderes mundiais. A derrota de seu concorrente, Mir Hossein Mousavi, levou milhares de jovens às ruas da capital.
Vestidos de verde, os manifestantes se organizavam pela internet, desafiando a censura imposta pelo governo à imprensa tradicional. Jornalistas estrangeiros foram proibidos de trabalhar no país, mas as imagens de violência e repressão do regime autoritário religioso do Irã correram o mundo pela internet, como a morte de uma jovem apelidada de Neda.As manifestações foram sufocadas pelo Conselho de Guardiães, grupo de sete aiatolás que dá a palavra final no país. O chefe do conselho e autoridade máxima do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, fez desde o início declarações indicando sua preferência por Ahmadinejad. À medida que aumenta a pressão da sociedade iraniana por maior abertura política, Ahmadinejad se mostrou o melhor nome para manter as coisas exatamente como estão na república islâmica. Venceu oficialmente as eleições e fica no poder até 2014, para terror de seus oponentes.
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