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publicado em 23/11/2009 às 06h03:

Direitos humanos pioraram no Irã com Ahmadinejad

Protestos são proibidos e mulheres não têm voz no país onde a religião é a lei

Maurício Moraes, do R7

O presidente Mahmoud Ahmadinejad ganhou projeção nacional no Irã ao ser eleito prefeito da capital, Teerã, em 2003. Considerado um bom administrador, ele também chamou atenção ao adotar medidas polêmicas, como definir elevadores diferentes para homens e mulheres nas repartições públicas. Até então, Ahmadinejad era um político discreto, sem cargos de grande importância. Com sua chegada à Presidência, o autoritarismo ganhou ainda mais força no país.

Segundo a organização americana Human Rights Watch, "o respeito aos direitos humanos básicos no Irã, especialmente a liberdade de expressão e de reunião, se deterioraram" desde que Ahmadinejad chegou à presidência, em 2005. A república islâmica, governada com mãos de ferro pelos aiatolás xiitas desde a revolução iraniana de 1979, experimentava nos últimos anos um alívio na repressão aos costumes considerados ilegais (como ingerir bebidas alcoólicas). Isso até Ahmadinejad chegar ao poder.

Neste ano, Ahmadinejad concorreu a um segundo mandato presidencial e venceu uma eleição considerada fraudulenta pela oposição e por líderes mundiais. A derrota de seu concorrente, Mir Hossein Mousavi, levou milhares de jovens às ruas da capital.

Vestidos de verde, os manifestantes se organizavam pela internet, desafiando a censura imposta pelo governo à imprensa tradicional. Jornalistas estrangeiros foram proibidos de trabalhar no país, mas as imagens de violência e repressão do regime autoritário religioso do Irã correram o mundo pela internet, como a morte de uma jovem apelidada de Neda.

As manifestações foram sufocadas pelo Conselho de Guardiães, grupo de sete aiatolás que dá a palavra final no país. O chefe do conselho e autoridade máxima do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, fez desde o início declarações indicando sua preferência por Ahmadinejad. À medida que aumenta a pressão da sociedade iraniana por maior abertura política, Ahmadinejad se mostrou o melhor nome para manter as coisas exatamente como estão na república islâmica. Venceu oficialmente as eleições e fica no poder até 2014, para terror de seus oponentes.

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Mahmoud Ahmadinejad chega ao país nesta segunda-feira (23) em meio a protestos e críticas da comunidade internacional.
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