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publicado em 09/02/2011 às 15h52: atualizado em: 09/02/2011 às 16h03

Diretor do Google vira herói em revolta no Egito

Executivo de 30 anos passou 12 dias preso após chamar jovens a protestar

AFP


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O ciberativista Wael Ghonim, um jovem executivo da gigante da internet Google, liderou milhares de manifestantes favoráveis à democracia no Egito e se lançou como estrela entre os jovens, graças ao Facebook.

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Em parte marqueteiro, e em parte um nerd engajado, o executivo de 30 anos que lançou em 25 de janeiro um chamado para protestar contra o regime egípcio tem a aparência de um político em ascensão e um ar de intelectual.

No país, mais da metade da população nasceu depois de o presidente Hosni Mubarak ter tomado o poder, há 30 anos.

Como aconteceu durante a revolução na Tunísia, os internautas egípcios modificaram o famoso slogan do presidente americano, Barack Obama, e disseram: "Yes, we can too" ("sim, nós podemos também").

Ghonim é diretor de marketing do Google para o Oriente Médio e a América do Norte, casado e com formação em engenharia da computação e negócios. Ele mora em Dubai, nos Emirados Árabes, e viajou ao Cairo dois dias antes de as revoltas anti-Mubarak começarem.

Executivo ficou 12 dias preso

Já elevado ao status de campeão anônimo da oposição, mobilizando manifestantes pró-democracia por meio de uma página no Facebook, Ghonim foi preso em 27 de janeiro.

Os serviços de segurança detiveram e interrogaram Ghonim por 12 dias, durante os quais a praça Tahrir, epicentro dos protestos no Egito, ficou cheia de gente que pedia a saída de Mubarak.

Nesta terça-feira (8), um dia depois de sua libertação, ele fez uma entrada triunfante na praça, onde foi elevado ao status de herói.
- Não sou herói, vocês são os heróis, vocês são os que ficaram na praça.

Enquanto Ghonim falava, a multidão eufórica cantava nos intervalos: "vida longa ao Egito, vida longa ao Egito!" e "nós queremos que o regime caia!".

Em uma entrevista coletiva realizada posteriormente, Ghonim disse que não era possível chamar a revolta de "revolução do Facebook".

- Depois de ver as pessoas agora, eu diria que esta é uma revolução do povo egípcio. É maravilhoso.

Imagem de mártires fizeram Ghonim chorar

Em outra entrevista, à emissora egípcia Dream 2, Ghonim informou ter sido o criador da página no Facebook "Nós todos somos Khaled Said", em homenagem ao jovem morto pela polícia em Alexandria em junho ao sair de um cybercafé.

Enquanto a emissora transmitia imagens de jovens mártires que morreram, Ghonim chorou.

- Gostaria de dizer a cada mãe, a cada pai que perdeu seu filho, me desculpe. Não é nossa culpa, eu juro, não é nossa culpa. É culpa de todos que estão no poder e querem se prender a ele.

Ele evitou amplamente a mídia tradicional, preferindo comunicar-se diretamente por redes sociais. Sua página no Facebook, com 90 mil fãs antes de sua libertação, hoje conta com 220 mil.

As autoridades egípcias lançaram um diálogo nacional com a oposição, mas os jovens reuniram-se na praça Tahrir para rejeitar a participação - e enquanto eles ainda não têm um líder, aparentemente já têm um porta-voz.


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