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publicado em 05/12/2010 às 20h03:

Entenda a crise política pós-eleições na Costa do Marfim

País tem dois resultados diferentes e cada um dos candidatos se declara o novo presidente

Do R7


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A Costa do Marfim não sabe qual será o seu novo presidente, já que os dois candidatos que disputaram as eleições de 28 de novembro se proclamam vencedores. A indecisão desperta a indesejada lembrança da guerra civil que dividiu a nação entre 2002 e 2007, arruinando um dos mais promissores países da África.

Laurent Gbagbo, chefe de Estado durante os dez últimos anos, fez o juramento para um novo mandato diante de Paul Yao N'dré, o presidente do Conselho Constitucional, no último sábado (4). A máxima instância judicial o proclamou vencedor das eleições.

Ignorando a posse, o candidato da oposição Alassane Ouattara prestou juramento "na qualidade de presidente da república da Costa do Marfim" em uma carta enviada ao mesmo Conselho Constitucional, cujo presidente é aliado e parente de Gbagbo.

Para entender a confusão basta lembrar que dois órgãos apresentam resultados diferentes para a votação no país. O Conselho Constitucional aponta vitória do atual presidente Gbagbo, com 51% dos votos. Já Comissão Eleitoral Independente dá como vencedor Ouattara, com 54,1% do eleitorado.

Comunidade internacional apoia Ouattara

No ato de posse oficial, no qual estiveram os comandantes militares, tanto Gbagbo como N'dré criticaram a comunidade internacional que, assim como a oposição, reconheceu como eleito o rival Ouattara.

O governo chegou a ordenar a suspensão, por prazo indeterminado, da recepção de redes de televisão estrangeiras, além de fechar todas as fronteiras do país. Segundo a Agência Lusa, o toque de recolher obrigatório, instaurado antes das eleições, foi prorrogado até a próxima segunda-feira (13) por decreto de Gbagbo.

 A ONU já afirmou que não reconhece o resultado oficial na Costa do Marfim e deu apoio ao candidato da oposição.

Outros aliados de Ouattara são Estados Unidos e União Europeia, além de França, Reino Unido, União Africana e Comunidade Econômica dos Estados da África do Oeste (CEDEAO), do qual faz parte a Costa do Marfim.

País já foi modelo de estabilidade

Outrora considerado um modelo de estabilidade política na África, a Costa do Marfim ficou à deriva esbanjando os lucros acumulados durante o "milagre marfinense", conquistado quando o presidente Houphouet-Boigny dirigiu o país de sua independência em 1960 até sua morte, em 1993.

A adoção no mês passado das listas eleitorais desencadeou paixões nacionalistas e sobre identidade. A comunidade internacional, incluindo o Conselho de Segurança da ONU, encorajou as partes rivais a garantir que a eleição seja "aberta, livre, justa e transparente".

Era esperado que, depois de sete de divisão, a Costa do Marfim finalmente marcasse sua reunificação. O maior produtor mundial de cacau não vê a hora de acabar com uma década de crise.

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