11.01.2010/ReutersPapa Bento 16 saúda embaixadores no Vaticano; onda de escândalos sexuais está cada vez mais perto do chefe da Igreja Católica
10 de Fevereiro de 2012
O então bispo autorizou o padre a reassumir as funções; ele voltou a cometer abusos
A arquidiocese divulgou nota nesta sexta-feira (12) dizendo que um padre acusado de molestar garotos foi enviado à terapia, em 1980 pelo então futuro papa Bento 16, que era na época o arcebispo de Munique e Freising. A arquidiocese autorizou, depois, que o padre voltasse a trabalhar. No retorno, ele voltou a cometer abusos.
Segundo a nota, um subordinado do então arcebispo Ratzinger se responsabilizou pelo padre pedófilo.
O porta-voz do Vaticano, Monsenhor Federico Lombardi, disse que não comentaria a nota da arquidiocese alemã porque o próprio comunicado afastava a culpa de Bento 16.
O novo episódio do escândalo aconteceu horas depois de o presidente da Conferência Episcopal da Alemanha, o arcebispo Robert Zollitsch, pedir desculpas às vítimas dos atos de pedofilia cometidos por padres. Ele fez o pedido após ser recebido em audiência pelo papa Bento 16.
Veja reportagem:
Onda de escândalos abala a Igreja
Desde janeiro, a Igreja Católica alemã é alvo de uma série de acusações de abusos sexuais e violência contra crianças em escolas e internatos nos anos 70 e 80. Entre os escândalos denunciados está o de abusos no coral de crianças que era dirigido pelo irmão do atual papa, o bispo Georg Ratzinger.
As igrejas da Irlanda e da Holanda também estão tratando de casos de pedofília.
Há dez anos, o papa João Paulo 2º também fez um pedido de desculpas a vítimas de abusos cometidos por padres. Na época, era a igreja dos Estados Unidos quem sofria com uma série de denúncias que colocaram as suas contas no vermelho, após o pagamento de indenizações milionárias.O escândalo também pode desmoralizar o pontificado de Bento 16, considerado um religioso linha-dura em questões de moral e comportamento. Durante os anos de João Paulo 2º, o futuro papa, então cardeal Ratzinger, era o prefeito da Congregação para Doutrina da Fé, o antigo Tribunal do Santo Ofício.
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