27 de Maio de 2012
Morte do terrorista mais procurado do mundo coloca fim a uma caçada de dez anos
No show do rapper Lil´Don, em Rochester, subúrbio de Nova York, a plateia começou a gritar: “USA!, USA!” às 23h45 de domingo. O coro atingiu volume tão alto que o cantor teve de parar sua apresentação. Ele próprio não sabia o motivo daquela explosão de patriotismo. Seu espanto só foi aliviado quando um fã o informou de que Osama bin Laden estava morto.
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O presidente estava em seu escritório no Salão Oval da Casa Branca na noite de domingo, e centenas de pessoas se concentravam em frente ao local, na avenida Pensilvânia, 1.600, em Washington. Havia um clima semelhante àqueles vistos no Brasil depois de vitórias em Copa do Mundo.
Naquele mesmo momento, na ponta sul da ilha de Manhattan, uma multidão começava a se formar. Naquele endereço famoso estiveram as Torres Gêmeas do World Trade Center, demolidas pelos atentados do 11 de Setembro. Ali é considerado o marco zero da guerra contra radicais muçulmanos.
Logo apareceriam pelas ruas pessoas carregando as primeira cópias do diário Daily News, cuja capa trazia uma foto do líder da Al Qaeda, ilustrando a manchete: “Rot In Hell” (“apodreça no inferno”).
Tudo isso acontecia antes mesmo de o presidente americano Barack Obama ir para frente às câmaras, em rede nacional, e oficializar em discurso a notícia de que forças americanas haviam, de fato, encontrado e matado Osama bin Laden, o inimigo público número um dos Estados Unidos.
A Televisão já havia estragado a surpresa, com os repórteres de Washington informando que a entrevista coletiva convocada pelo presidente seria, na verdade, para cantar vitória sobre Bin Laden. E, como se viu em Rochester, no concerto de rap, a rede mundial do Twitter e as mensagens via telefones, já haviam novamente dado o furo de reportagem.
Festa começou na internet
Foi pela internet que se deu o pontapé inicial na grande festa americana. E que celebração. Desde a morte de Adolf Hitler não se comemorava tanto o passamento de um líder inimigo estrangeiro. Afinal, Bin Laden encabeçava há dez anos a lista das pessoas mais odiadas do país,como lembrou ao R7 o ex-bombeiro Frank Esposito, que estava naquele mesmo local em 2001, socorrendo vítimas.
- Nós esperamos dez anos por essa festa. Agora vamos comemorar com toda energia repisada nesse tempo. Vamos mostrar ao mundo que, com os Estados Unidos, o difícil é feito imediatamente. A tarefa impossível demorar um pouco mais.
Frank Esposito é irmão de Tony Esposito, o primeiro bombeiro a morrer no dia do atentado. Um dos ocupantes do prédio em chamas saltou para a morte e caiu sobre Tony.
- Nada trará de volta o meu irmão, as outras vítimas que foram assassinadas, aqueles que morreriam depois por causa da fumaça tóxica que respiraram depois da queda das torres. Mas a morte de Bin Laden dá um sentido de fechamento a esse círculo de tristeza.
O conceito ilustrado por Frank Esposito - o de “fechamento”- foi repetido por aqueles que estavam no canteiro de obras do novo World Trade Center, cujo edifício principal se chamará Torre da Liberdade.
Pelas ruas, bares e praças americanas, a festa continuaria noite adentro e durante todo o dia 2 de maio, que ficará marcado no calendário histórico do país.
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