Omar Sobhani/15.06.2010/ReutersMulher com vício em ópio passa por consulta em clínica que atende muclheres e crianças viciadas em Cabul, capital do Afeganistão
27 de Maio de 2012
Europeus são responsáveis por mais de um quarto do consumo mundial
Os europeus lideram o consumo mundial de heroína, ao usar 26% da produção mundial da droga. A Rússia vem em segundo lugar, com 21%, e o país já alertou para os efeitos nefastos do produto, uma droga injetável associada à transmissão do vírus HIV e responsável por muitas overdoses, já que a diferença entre uma dose para consumo e uma letal é muito pequena.
As informações da publicação A Globalização do Crime: Uma Avaliação sobre a Ameaça do Crime Organizado Transnacional, lançado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime em Nova York nesta quinta-feira (17), ainda ressalta que a heroína é a droga que tem sua origem mais concentrada no mundo, pois cerca de 90% da droga, produzida a partir do ópio, vem de papoulas que crescem em algumas Províncias do Afeganistão.
O dinheiro do ópio financia a atividade de organizações criminosas e terroristas, como os grupos associados ao Taleban. O Afeganistão tem uma tradição neste cultivo que remonta ao século 18, mas somente depois de 1980 que a plantação passou a ter um propósito de suprir a demanda internacional por heroína.
No entanto, o relatório deixa claro que a ideia de combater fortemente apenas a produção pode levar a uma impressão enganada. Há um estoque de matéria prima – apenas em 2006 foi produzido o dobro do necessário alimentar o consumo mundial por um ano – e as outras partes da cadeia de produção continuam em andamento.
Os outros países produtores – de forma significativa- de matéria-prima são Laos e Mianmar. No Afeganistão, a papoula também consumida, mas em forma de ópio e gera um problema grave de dependência interna. Já a heroína , mais cara, é praticamente não comercializada no país.
O relatório também aponta que não apenas a Europa é abastecida de heroína pelo Afeganistão, mas as rotas da droga para o México significam, na análise do braço da ONU (Organização das Nações Unidas), que o mercado dos Estados Unidos e Canadá, responsável por 6% do consumo mundial, também tem como principal fornecedor o Afeganistão.
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