27 de Maio de 2012
Rei Harald e a rainha Sonja foram confortar vítimas e familiares de tiroteio

O rei Harald da Noruega, a rainha Sonja e seu filho, o príncipe herdeiro Haakon, visitaram neste sábado os sobreviventes do tiroteio que causou a morte pelo menos 85 pessoas em um acampamento de verão da juventude do Partido Trabalhista, na ilha de Utoeya próxima a Oslo.
Relembre os piores atentados na Europa
O chefe de governo e alguns ministros acompanharam a família real.
"Estou muito impressionado com o que aconteceu",
O primeiro-ministro Jens Stoltenberg lamentou e disse estar "impressionado com o que aconteceu".
- A Noruega está de luto ao lado dos familiares das vítimas.
Stoltenberg disse ainda que se emocionou ao conversar com um adolescente que salvou um ferido ao se jogar em um lago com ele e nadar, carregando o amigo, até a costa para fugir dos tiros.
O premiê disse considerar os ataques como a "maior tragédia nacional desde a Segunda Guerra Mundial".
Além do massacre na ilha, um carro-bomba explodiu cerca de duas horas antes no centro da capital. O atentado registra sete mortos, mas o número pode aumentar porque ainda há corpos não resgatados dentro dos prédios.
Juntos, os ataques vitimaram pelo menos 92 pessoas, sendo os piores a atingir o continente europeu desde 2004, quando 191 pessoas morreram nos atentados aos trens de Madri, na Espanha.
O norueguês Anders Behring Breivik, de 32 anos, confessou ter atirado contra os jovens que participavam do acampamento de verão. Ainda não há informações sobre se ele admitiu a autoria da explosão na capital norueguesa.
As motivações para o massacre também são incertas, mas autoridades afirmam que o assassino tem orientação de extrema direira e participava de fóruns de discussão contra o islamismo.
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