11 de Fevereiro de 2012
Sakineh Mohammadi Ashtiani está incomunicável em prisão na República Islâmica

Durante conversa telefônica com o escritor francês Bernard Henri Levy, feita na presença de jornalistas, Sajjad Ghaderzadeh , de 22 anos, disse estar sem notícias da mãe desde a suposta confissão exibida pela televisão iraniana em 11 de agosto.
- O mês do Ramadã está por terminar e, segundo a lei islâmica, as execuções podem ser retomadas. As visitas semanais também estão proibidas.
A sentença de morte por apedrejamento contra Sakineh está temporariamente suspensa enquanto o Irã analisa o caso. A audiência que decidirá o futuro da iraniana foi adiada três vezes nas últimas semanas.
Iraniana pode receber 99 chibatadas
Na última sexta-feira (3), o filho da iraniana informou em carta aberta que as autoridades da República Islâmica acrescentaram uma pena de 99 chibatadas à sentença sob acusação de ela "propagar a corrupção e a indecência".
Na carta, distribuída por ONGs contrárias ao apedrejamento, Ghaderzadeh diz que a nova pena foi motivada pela divulgação de uma foto - publicada pelo diário britânico London Times - de uma mulher sem véu islâmico, atribuída a Sakineh.
A iraniana já havia recebido 99 chibatadas como castigo por seus supostos crimes, apesar de ainda poder ser punida com a pena de morte.
Condenação gerou campanha mundial
A condenação de Sakineh gerou uma campanha mundial de entidades e pessoas que pedem o fim das execuções no Irã. Levy, por exemplo, lançou um abaixo-assinado que arrecadou mais de 50 mil assinaturas, segundo o site laregledujeu.org.
Na semana passada, Ghaderzadeh pediu ao presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva - que ofereceu publicamente asilo a Sakineh - que continue insistindo ante o governo do Irã para salvar sua mãe.
A liderança da República Islâmica rejeitou oficialmente a oferta de abrigo oferecida pelo presidente brasileiro, dizendo que Lula estava desinformado sobre o caso.
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