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publicado em 09/09/2010 às 13h13:

França rejeita pedido do Parlamento
Europeu para fim de expulsão de ciganos

Casa solicitou ao país que suspendesse imediatamente deportações

Do R7


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O ministro da Imigração da França, Eric Besson, declarou nesta quinta-feira (9) em Bucareste que está fora de questão o fim da deportações de ciganos para a Romênia e a Bulgária como pedido por uma resolução aprovada mais cedo no Parlamento Europeu, informam os jornais parisienses Le Monde e Le Figaro.

Ele disse que Romênia e França vão encontrar uma solução para os problemas, o que coloca o Parlamento Europeu de lado na negociação.

O Parlamento Europeu adotou nesta quinta-feira (9) uma resolução que pede à França e outros Estados da União Europeia que suspendam imediatamente as deportações de ciganos. O texto foi apresentado por socialistas, liberais, verdes e comunistas e recebeu 337 votos a favor contra 245 contrários.

Apenas a França foi citada explicitamente no texto, mas outros países como Hungria e Itália vem enfrentando críticas por atitudes semelhantes.

No último mês, a França iniciou um programa de deportação de ciganos que o país alega ser voluntário. No entanto, apesar de pagos para retornar à Romênia e Bulgária, as pessoas que entraram no programa e o governo romeno acusam o governo francês de forçar sua partida ao não lhes deixar outra opção. As deportações começaram logo após o desmantelamento de centenas de acampamentos ciganos no país.

Besson disse que seu país agiu dentro da lei, a francesa, e a comunitária. O jornal parisiense Le Monde informou que a controvérsia pode fazer com que a França se oponha à entrada de Bulgária e Romênia na área de livre circulação de pessoas da Europa, estipulada pelo Tratado Schengen. Apesar de ser parte da União Europeia desde 2007, os dois países não estão incluídos neste tratado.

A política guiada pelo presidente da França, Nicolas Sarkozy, recebeu críticas até de membros do governo francês, como o ministro das Relações Exteriores do país, Bernard Kouchner, que disse em entrevista ao jornal Le Monde na última semana que havia até chegado a pensar em renunciar.

Mesmo o primeiro-ministro da França, François Fillon, não se mostrou um grande entusiasta da ação polêmica.

Resolução de partido de direita também foi proposta no Parlamento

Uma outra resolução, apresentada pelo Partido Popular Europeu, de principal grupo político de direita no Parlamento Europeu, com o apoio do ECR, que une reformistas e conservadores europeus em sua maioria eurocéticos, não condenava as deportações de ciganos. No entanto, a proposta foi rejeitada pelo Parlamento.

O texto aprovado também critica a discussão sobre imigração e livre circulação organizada em Paris pelo governo da França ressaltando que tal iniciativa deve estar no âmbito da UE.

A França se defende com o argumento que o desmantelamento dos campos ciganos e o processo de deportação foi feito com base nas leis do país.

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