29.set.2009/Denis Balibouse/ReutersRelator Richard Goldstone defendeu sua avaliação do conflito na faixa de Gaza iniciado no ano passado após sucessivos ataques do grupo radical Hamas contra Israel
27 de Maio de 2012
Relator desafia a quem encontrou erros em relatório a apontar os equívocos
.O juiz sul-africano Richard Goldstone saiu nesta quinta-feira (22) à margem das críticas recebidas a seu relatório sobre os crimes de guerra cometidos durante a ofensiva israelense contra a faixa de Gaza e disse que "não chegam à substância" dos fatos denunciados. Goldstone disse em entrevista veiculada pela rede de TV Al Jazira:
- Muitos dos que o criticam, a imensa maioria, não leram o relatório.
O relatório de Goldstone, que foi aprovado em 16 de outubro pela Comissão de Direitos Humanos (CDH) da ONU, com sede em Genebra, condena Israel e o movimento palestino radical Hamas pelos crimes cometidos em Gaza durante o conflito em dezembro de 2008 e janeiro de 2009.
A maioria das acusações, no entanto, é dirigida contra Israel. A resolução também condena Israel por não colaborar com essa investigação e estabelece que, se Israel e Hamas não abrirem investigações críveis sobre esses crimes daqui a seis meses, o assunto deve ser levado ao Conselho de Segurança da ONU, que deverá decidir se o transfere ao Tribunal Penal Internacional (TPI).
Entre as críticas recebidas, estão as da administração do presidente dos Estados Uidos, Barack Obama, que votou contra o relatório e garantiu que estava desequilibrado e tinha erros. Goldstone rebateu as críticas:
- Não ouvi da Administração de Obama quais são os erros no relatório que dizem ter identificado. Estaria disposto a respondê-los se soubesse quais são. O nível de críticas não chega à substância do relatório.
Goldstone qualificou de "ambivalente" a postura de Washington porque, enquanto pede uma profunda investigação sobre os fatos denunciados, diz que contém erros. Goldstone também atribuiu a "ataques pessoais" algumas das opiniões negativas sobre as denúncias contidas no documento:
- Não houve respostas às sérias acusações que foram feitas, (porque) as pessoas, no geral, não gostam de ser acusadas de atividades criminosas.
O relatório de Goldstone foi aprovado por 25 integrantes da CDH da ONU, com a rejeição de seis representantes, 11 abstenções e cinco que não votaram.
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