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publicado em 19/01/2010 às 18h39:

Governo "bate cabeça" na captação de ajuda ao Haiti

Amorim quer doação em dinheiro enquanto Defesa Civil monta rede de captação de alimento

Maurício Moraes, do R7

O governo federal ainda "bate cabeça" na gestão das doações às vítimas do terremoto no Haiti. No domingo (17), o chanceler Celso Amorim disse que só seria aceita ajuda em dinheiro, lembrando que alimentos doados para as vítimas do tsunami da Ásia, em 2004, acabaram sendo incineradas por falta de condições de transporte e armazenamento. Diferente do chefe da diplomacia, a Secretaria Nacional de Defesa Civil organizou nesta terça (19) uma rede captação de comida nos Estados.
 
No domingo, Amorim disse no Rio que a melhor forma de contribuir é em dinheiro, a ser repassado à ONU (Organização das Nações Unidas), já que o transporte de alimentos ao Haiti e a distribuição no país enfrenta dificuldades de logística (transporte e armazenamento).
 
-  Se alguém quer contribuir tem que ser em dinheiro. No tsunami da Ásia, por exemplo, muitas doações acabaram sendo incineradas.
 
Nesta segunda (18), a Secretaria de Segurança Institucional da Presidência da República divulgou que serão aceitos como doação "água engarrafada e alimentos para consumo imediato, a exemplo de leite tipo longa vida, sucos em caixa ou lata, achocolatados, biscoitos, barras de cereais, frutas desidratadas e enlatados de pronto consumo".

Nesta terça (19), no entanto, a Secretaria Nacional de Defesa Civil informou que as unidades dos Estados vão receber comida.
 
Entidades já organizam doações

Várias entidades já organizaram pontos de captação de alimentos. 
 

A ONG Viva Rio, por exemplo, coordena três pontos para doações no Rio de Janeiro. Festas e eventos também se organizam para receber alimentos: quem for à casa de espetáculos carioca Circo Voador, na próxima quinta (21), paga metade do ingresso se levar alimentos ou medicamentos.
 
Fontes ligadas ao governo disseram que não há necessidade de doações de alimento por parte da população neste momento. Também há o temor que haja dificuldades transporte e logística e muitas doações podem ser incineradas, como no caso da ajuda às vítimas do tsunami.

A assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Institucional disse que a questão está sendo discutida nesta terça-feira em Brasília e que o governo deve lançar novas orientações sobre as doações nas próximas horas.

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