12 de Fevereiro de 2012
Terremoto de 7 graus destruiu prédios e feriu cem pessoas em Christchurch
Vídeo mostra lustres balançando
Terremoto movimenta redes sociais
Brasileira conta como foi o tremor
O tremor ocorreu durante a madrugada, a 28,4 km de profundidade no mar, 31 km ao noroeste da cidade de Christchurch, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos, que vigia a atividade sísmica mundial. Após o primeiro tremor, várias réplicas foram sentidas.
A mais forte deixou vários distritos e bairros da cidade neozelandesa, a segunda maior do país, sem água ou luz. Muitos prédios foram danificados e os quase 400 mil moradores tiveram de deixar os seus imóveis no momento do terremoto, abrigando-se inicialmente nas ruas.
O estado de emergência permite às autoridades de Christchurch retirar a população e proibir a circulação de pessoas em áreas consideradas inseguras.
Prejuízo pode chegar a R$ 3,5 milhões
Além de prédios e casas, as estradas da região também foram afetadas, dificultando o deslocamento de equipes de apoio e resgate. De Auckland, são esperados 80 policiais, segundo informações do jornal NZ Herald, como forma de ajudar nos trabalhos e manter a ordem na cidade. O prefeito da Christchurch, Bob Parker, já pediu também a presença do Exército para auxiliar na segurança municipal.
O primeiro-ministro do país, John Key, é esperado em Christchurch. Em entrevista ao canal local TVNZ, ele declarou que ainda é cedo para calcular os prejuízos, porém prometeu apoio a todos os moradores. O chefe executivo da Comissão de Terremotos do país, Ian Simpson, já estima que as perdas materiais cheguem a R$ 3,4 bilhões (US$ 2 bilhões).
Meteorologia aponta para ventos fortes no domingo
Enquanto os serviços básicos de água, luz e gás estão sendo normalizados gradativamente, a meteorologia prevê ventos de mais 130 km/h para o domingo (5). Segundo o meteorologista Philip Duncan, em entrevista ao site Stuff.co.nz, os ventos intensos podem contribuir para o desabamento de imóveis já condenados pelo terremoto.
O tremor que atingiu o sul da Nova Zelândia é o mais forte desde 1931, quando um abalo de magnitude 7,8 sacudiu a região de Hawke’s Bay.

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