27 de Maio de 2012
Expectativa é de que número de mortos continue subindo
O ministério continua em contato com o governo chileno, que até a noite de sábado contabilizava 300 mortos e mais de dois milhões de afetados.
Apesar da boa notícia para os brasileiros, a atenção continua porque é grande a chance de que sejam encontrados mais corpos. A diretora do Escritório Nacional de Emergência (Onemi, na sigla em espanhol), Carmen Fernandez, afirmou ontem que "os números [de mortos] deve continuar subindo".
O abalo gerou mais de 55 réplicas – tremores que se seguem a um grande terremoto – de mais de cinco graus na escala Richter no país. A força do terremoto foi tamanha que provocou um tsunami que atingiu partes do Chile, como a ilha Robinson Crusoé.
A presidente chilena, Michelle Bachelet, afirmou que "foi um terremoto de grande força" e que "ainda não é possível avaliar tudo".
A força do tremor principal foi sentido até em São Paulo. O Corpo de Bombeiros recebeu cerca de cem chamados durante a madrugada, a maioria de pessoas que sentiram o tremor e ficaram com medo, segundo os bombeiros. Em apenas um deles foi necessário uma vistoria, mas ninguém ficou ferido.
Na Argentina, duas pessoas morreram após serem atingidas por estilhaços provocados pelos abalos.
O terremoto de ontem foi o segundo mais potente dos últimos 20 anos, atrás apenas do tremor de 9,1 graus na escala Richter registrado em dezembro de 2004 na costa da Indonésia, que desencadeou a tsunami que matou 220.000 pessoas.
Em 1960, o Chile foi alvo do terremoto mais forte já registrado no mundo, de 9,5 graus Richter, que deixou 3.000 mortos. O país se encontra no ponto de convergência de duas grandes placas tectônicas.
O Chile está acostumado com os terremotos, e conta com uma legislação rigorosa para a construção de imóveis, que devem ser equipados com dispositivos de segurança para suportar a força dos tremores.
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