EFEHomem passa em frente a faixa com pedido de ajuda na capital do Haiti, Porto Príncipe; governo diz que mortos podem chegar a 150 mil
27 de Maio de 2012

Ministra afirmou que trabalhos de resgate não foram completamente interrompidos
A ministra negou, no entanto, que seu governo tenha dado por finalizadas as operações de resgate e disse que equipes mexicanas e dominicanas continuam, pelo menos neste sábado, a busca por possíveis sobreviventes.
Lassegue confirmou que, até esta sexta-feira (22), 111.499 cadáveres tinham sido encontrados, e afirmou:
- Infelizmente, achamos que até domingo vão aparecer 150 mil cadáveres.
Quanto aos planos para abrigar os 610 mil deslocados, a maior parte em Porto Príncipe, a ministra se limitou a dizer que irão para dois grandes acampamentos, mas não quis identificar o lugar.
Uma reunião entre o governo haitiano e as agências da ONU está prevista para este sábado. O objetivo do encontro é tentar resolver divergências a respeito dos deslocamentos de desabrigados.
Neste sábado, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, também se reúne com autoridades haitianas para discutir os próximos passos da ajuda para a reconstrução do país.
Bancos reabriram no Haiti
Em cada filial bancária aberta houve filas de centenas de pessoas que esperavam para poder retirar um pouco do dinheiro pela primeira vez em 11 dias. O ambiente era de relativa calma.
O terremoto de 7 graus na escala Richter que atingiu o Haiti teve epicentro a 15 quilômetros da capital, Porto Príncipe.
Pelo menos 21 brasileiros morreram na tragédia, sendo 18 militares e três civis, entre eles a médica Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, e Luiz Carlos da Costa, o segundo civil mais importante na hierarquia da ONU no Haiti.

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