AFP/07.04.2010Manifestantes atacam polícia nesta quarta-feira (7), em Bishkek, capital do Quirguistão; oposição derrubou presidente e promete eleições em seis meses
27 de Maio de 2012
Levante de opositores derrubou presidente e causou 68 mortes nesta quarta-feira (7)

Em entrevista coletiva, a primeira desde a tomada do poder, Rosa declarou:
- O poder está sob o controle do poder provisório, que vai funcionar durante seis meses para preparar uma nova Constituição e organizar a celebração de uma eleição presidencial de acordo com todas as regras democráticas.
Os violentos protestos liderados pela oposição e que derrubaram nesta quarta-feira (7) o presidente Bakiev provocaram 68 mortes, informou o ministério da Saúde. O balanço de 68 mortos e 572 feridos foi confirmado por fontes ministeriais.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, anunciou em Viena o envio de um emissário especial, o diplomata eslovaco Jan Kubis, ao Quirguistão. Ele deve chegar nesta sexta-feira (9) a Bishkek.
Bakiyev fugiu da capital do Quirguistão em um pequeno avião, enquanto a oposição anunciava a formação de um novo governo, depois de assumir o controle dos edifícios da Presidência e do Parlamento.
O presidente está refugiado em sua cidade natal, Dzhalal Abad, no sul do país, e o governo foi assumido pela ex-chanceler e líder da oposição. Segundo Rosa, o presidente deposto está tentando reunir partidários:
- O presidente está tentando consolidar seu eleitorado no sul, para continuar defendendo suas posições. A oposição insiste na renúncia dele.A líder interina do Quirguistão também teve uma conversa telefônica com o primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin, que ofereceu a ajuda de Moscou ao país. O porta-voz do governo russo, Dmitri Pesko, afirmou:
- Putin destacou que a Rússia sempre esteve e continua disposta a dar a ajuda humanitária necessária à população quirguiz.
Tekebayev, Putin respaldou a política do governo provisório do Quirguistão, uma antiga república soviética na Ásia Central.
A chefe do governo interino quirguiz também anunciou que a base militar dos Estados Unidos no país, vital para as operações da Otan no Afeganistão, permanecerá aberta.
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