27 de Maio de 2012
O EPP (Exército do Povo Paraguaio) atua no norte do país e estaria por trás de sequestros

O pedido foi feito há três dias pelo presidente Fernando Lugo e já havia passado por votação na Câmara dos Deputadores. Os senadores, em sessão extraordinária, deram a última palavra, aprovando o projeto por unanimidade.
Com o estado de sítio, o governo terá mais poder para enfrentar os membros do Exército do Povo Paraguaio (EPP), um pequeno grupo armado que pretende se tornar uma guerrilha.
Lugo terá mais liberdade de ação para capturar os membros do EPP. Por outro lado, aumenta a pressão para que o presidente mostre resultados.
Sob estado de exceção, um recurso muito utilizado durante os 35 anos de ditadura de Alfredo Stroessner, o Poder Executivo pode ordenar prisões sem ordem judicial, restringir reuniões públicas e dar mais liberdade aos militares para atuar em conjunto com a polícia.
Setores da oposição temem que a medida dê lugar a excessos da parte dos órgãos de segurança. O governo ressaltou, por sua vez, a necessidade de que a polícia conte com o apoio dos militares para acabar com o grupo.
Lugo poderia ter declarado o estado de exceção por decreto.
Grupo estaria por trás de sequestros
Os principais líderes do EPP, apontado como responsável por sequestros e ataques a postos policiais há mais de uma década, estão escondidos em áreas de mata na região norte do país, onde as forças de segurança atuam sem êxito desde janeiro.
Lugo pediu ao Congresso a decretação do estado de exceção depois da morte de quatro pessoas na última quarta-feira, emboscadas supostamente armadas pelo EPP na localidade de Arroyito. Nessa área foi encontrado um acampamento com apetrechos para prática de tiro.
A medida valerá por um prazo de 30 dias para os Departamentos de Concepción, San Pedro, Amambay, Alto Paraguay e Presidente Hayes, região de grandes fazendas dedicadas à criação de gado que também concentra cultivos ilícitos de pés de maconha.
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