27 de Maio de 2012
Ação ocorreu um dia após outro ataque e deixou ao menos duas pessoas feridas

O grupo indica mensagem enviada a telefones celulares de jornalistas que seus milicianos abriram fogo contra um veículo no qual viajavam israelenses. Ao menos uma das vítimas está internada em estado grave.
- Esta é uma mensagem para aqueles que juraram que o ataque de Hebron, efetuado na terça-feira, não se repetiria.
O novo episódio de violência ocorreu horas antes de o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, e o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP) Mahmoud Abbas, iniciarem em Washington novas conversações diretas de paz, após mais de 20 meses de estagnação.
O ataque também ocorreu apenas 24 horas após outro atentado, que causou a morte de quatro colonos israelenses na noite da última terça-feira (31). A ação desta quarta-feira aconteceu na estrada 60, que percorre o território ocupado da Cisjordânia de norte a sul, entre as colônias de Rimonim e Kojav Hashachar.
No segundo episódio de violência, os militantes palestinos abriram fogo contra o carro no qual viajava um casal de colonos israelenses. O homem ficou gravemente ferido, segundo fontes dos serviços de saúde citadas pela imprensa local. As vítimas, moradores do assentamento de Maale Efrayim, conseguiram salvar suas vidas saindo do carro após os tiros e se escondendo em um vale próximo, de onde pediram ajuda, informaram fontes militares.
O porta-voz do braço militar do Hamas na faixa de Gaza, Abu Obeida, disse à imprensa que o segundo ataque no território ocupado da Cisjordânia "acontece em resposta aos crimes da ocupação (israelense)".Assim como aconteceu após o atentado em Hebron, as Brigadas dos Mártires de al Aqsa, vinculadas ao movimento nacionalista palestino Fatah, também assumiram a autoria. O Hamas tinha assegurado após o incidente armado da última terça-feira que se tratava do primeiro de uma série de ataques que iam acontecer em breve na Cisjordânia.
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