27 de Maio de 2012
Doença já estava erradicada; temor é que epidemia avance sobre campo de refugiados

As autoridades de saúde do Haiti informaram nesta segunda-feira (25) que o ritmo de disseminação do cólera e de mortes causadas pela doença diminuiu. O país, destruído no início deste ano por um forte terremoto, tenta a todo custo conter a expansão da epidemia, que já matou 259 pessoas.
Segundo o diretor geral do Ministério da Saúde, Gabriel Thimoté, o balanço de 259 mortos e 3.115 pessoas infectadas representa um aumento de apenas 33 vítimas mortais nas últimas 24 horas.
A ministra das Relações Exteriores, Marie-Michele Rey, disse que a doença "está limitada a um perímetro bem definido" na região de Artibonite (norte) e em partes do centro.
Na Suíça, onde participa de uma cúpula de países de língua francesa, Rey disse que, neste momento, "aqueles que estão lá parecem estar em condições de conter a situação".
Há temores, no entanto, de que uma crise sanitária sem precedentes ocorra caso a epidemia se instale nos precários campos de desabrigados de Porto Príncipe, a capital, onde centenas de milhares de pessoas vivem desde o terremoto que destruiu o país em janeiro.
França mandará médicos
A França anunciou nesta segunda-feira que prepara o envio de uma missão médica de emergência para ajudar a combater o surto de cólera.
O cólera é transmitido através da água e de alimentos contaminados, e pode se espalhar como um rastilho de pólvora pelos acampamentos provisórios, que sofrem com as sofríveis condições de higiene.
A doença era tida como erradicada no Haiti há mais de um século, mas voltou a aparecer depois das fortes chuvas que castigaram várias regiões do norte do país na semana passada.
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