16.mar.2010/David Furst/AFPManifestantes palestinos jogam pedras contra a polícia israelense em Jerusalém Oriental nesta terça-feira (16)
27 de Maio de 2012
Jerusalém vive dia de confrontos em “dia de fúria” convocado pelo Hamas
A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse que Israel precisa mostrar seu compromisso com a paz, durante entrevista coletiva nesta terça-feira (9), mas também afirmou que o laço com Israel é “inabalável”, de acordo com os jornais israelenses Haaretz e Yedioth Ahronoth.
Os Estados Unidos anunciaram hoje pela manhã o adiamento da viagem do enviado especial para o Oriente Médio, George Mitchell, à região. O fato foi analisado pelo Haaretz como um sinal de aprofundamento da crise de relações entre os dois países – a questão que justamente Hillary negou na entrevista.
Hillary voltou a condenar o anúncio da construção de 1.600 moradias em Jerusalém Oriental, realizado na semana passada, quando o vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, visitava Israel com o objetivo de relançar o processo de paz com mediação americana.
Apesar das desculpas pelo momento inoportuno do anúncio, o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, disse que não recuaria da decisão de autorizar o assentamento. Tais expansões da comunidade israelense são consideradas ilegais para ONU (Organização das Nações Unidas).
Netanyahu voltou a afirmar sua posição ao se encontrar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta segunda-feira (15). Lula disse que as construções atrapalham a busca pela paz e pediu esforços dos dois lados em conversa com o presidente de Israel, Shimon Peres.
Policial foi baleado e mais de 50 presos em Jerusalém
O grupo radical islâmico Hamas convocou para esta terça-feira (16) um dia de fúria. O protesto é contra o novo assentamento judaico assim como a sagração por Israel da sinagoga Hurva.
O templo judaico foi destruído por forças jordanianas em uma guerra em 1948 e reinaugurado ontem.
O Hamas alega que a reforma na sinagoga Hurva, que fica no bairro judaico da Cidade Velha de Jerusalém, é parte de um plano israelense para demolir a mesquita Al Aqsa, a cerca de 400 metros dali, para reconstruir no local um templo judaico como os que existiam na antiguidade.
Devido ao protesto, um policial israelense foi baleado, de acordo com o Haaretz. Ainda mais de 50 pessoas foram presas e seis palestinos ficaram feridos, informou um levantamento da agência EFE.
O comissário de polícia David Cohen afirmou ao jornal Haaretz que não acredita que os confrontos do “dia de fúria” se transformem em uma nova intifada – protestos violentos palestinos contra Israel.
Além de Jerusalém, várias localidades na Cisjordânia que fazem limite com Israel registram rebeliões.
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