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publicado em 25/08/2011 às 19h36:

Homens encapuzados quebram
as mãos de cartunista sírio

Desenhista recebeu "aviso" por causa de críticas ao regime do presidente Assad

Do R7, com agências internacionais


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Homens encapuzados capturaram, espancaram e quebraram as duas mãos de um dos mais conhecidos cartunistas da Síria na manhã desta quinta-feira (25), disseram ativistas dos direitos humanos no país. Segundo a rede de TV britânica BBC e a agência de notícias Associated Press, o ato foi um “aviso” para que Ali Ferzat deixe de desenhar cartuns que criticam o regime do presidente sírio, Bashar al Assad.

O ataque acontece apenas alguns dias depois de o cartunista de 60 anos publicar um cartum em que compara Assad ao ditador líbio, Muammar Gaddafi, informou a rede de TV americana MSNBC.

Segundo a BBC, ativistas afirmam que Ferzat foi abordado em seu carro na manhã desta quinta-feira na capital Damasco. Homens encapuzados espancaram o cartunista e o abandonaram em uma estrada.

De acordo com familiares que não quiseram ser identificados, os homens disseram a Ferzat que “esse foi apenas um aviso”, e quebraram suas duas mãos para que ele “parasse de desenhar”.

Segundo as Nações Unidas, pelo menos 2.200 pessoas foram mortas na repressão aos protestos contra o governo de Assad desde março deste ano.

Desenhista apoiou governo de Assad

Ali Ferzat chegou a apoiar a nomeação de Bashar al Assad em 2000, quando o atual presidente assumiu o cargo deixado por seu pai, diz uma reportagem da AP. Pouco após Assad chegar ao poder, Ferzat inclusive foi autorizado a publicar o primeiro jornal da iniciativa privada em décadas.

No entanto, nos últimos anos Ferzat passou a fazer duras críticas ao regime, principalmente após a onda de manifestações deste ano contra o regime.

Nesta semana, o cartunista publicou uma cartum em que mostra Assad fugindo em um conversível cheio de armas junto do ditador líbio Muammar Gaddafi. Na Síria é proibido fazer caricaturas do presidente.

Após o ataque, Ferzat tirou do ar sua página oficial na internet. Ele conversou com repórteres da AP por telefone, e disse que não há como parar as revoltas contra o regime.

- Só há duas coisas que não podem ser esmagadas: a vontade de Deus e a vontade do povo.

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