Autoridades hondurenhas iniciaram na noite desta segunda (23) uma operação para desarmar a população às vésperas das eleições do próximo dia 29 de novembro. O anúncio da medida foi feito pelo ministro da Defesa, Adolfo Sevilla.
Logo após o comunicado, militares e policiais hondurenhos começaram a cumprir a ordem. Apoiada pela constituição, os policiais podem confiscar armas, inclusive, de pessoas com porte legal. Os proprietários terão suas armas devolvidas após as eleições.
O ministro da Segurança, Jorge Rodas, disse ter informações de que alguns grupos locais apoiados por lideranças internacionais estão se reunindo para tumultuar e criar pânico na população durante o pleito.
A partir desta terça (24), os dois candidatos à Presidência, Elvin Santos (Partido Liberal) e Porfirio Lobo (Partido Nacional), não podem mais fazer propaganda política ou participar de concentrações públicas e comícios.
O presidente golpista de Honduras, Roberto Micheletti, disse nesta segunda que espera que os Estados Unidos reconheçam o resultado das eleições do domingo e que isso ajude Honduras a sair do isolamento.
- Seria uma ótima oportunidade para Honduras. O apoio dos Estados Unidos poderia “atrair” outros países e contribuir para melhorar a situação econômica e social de Honduras.
Washington não se pronunciou oficialmente, mas deu declarações que mostram a intenção de reconhecer o resultado da eleição hondurenha.
O presidente deposto, Manuel Zelaya, refugiado na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, já declarou que as eleições são ilegais e pediu aos seus seguidores para boicotar o pleito.