27 de Maio de 2012
Justiça da República Islâmica adiou sentença de Sakineh três vezes nas últimas semanas

As sentenças contra Sakineh se encontram suspensas após a pressão de governos e entidades internacionais, que pedem que o Irã volte atrás na decisão de executar a mulher de 43 anos. Nas últimas semanas, a Justiça iraniana adiou por três vezes a audiência que definiria o futuro da mãe de dois filhos.
Em sua entrevista coletiva semanal, realizada na sede do Ministério, no sul de Teerã, Mehmanparast defendeu as primeiras condenações contra a iraniana.
- Sakineh cometeu dois delitos: um é colaborar no assassinato de seu marido e outro tê-lo traído ao manter relações fora do casamento com outros homens.
O porta-voz também se referiu às recentes declarações dos ministros das Relações Exteriores de Itália e da França sobre sua disponibilidade de manter uma reunião com o chefe da diplomacia do Irã, Manouchehr Mottaki, para discutir a situação de Sakineh.
Para Mehmanparast, essa demanda não faz parte das funções dos ministros de França e Itália, que, segundo o iraniano, não receberam informações corretas sobre o caso de Ashtiani. Para o porta-voz, o assunto não deve ser tratado como uma questão de direitos humanos.
Iraniana recebeu 99 chibatadas por causa de foto
Além de aguardar a morte em uma cela de prisão, Sakineh recebeu 99 chibatadas por causa de uma fotografia publicada no jornal britânico The Times em que uma mulher, que autoridades do Irã dizem ser ela, aparece com o rosto descoberto – algo proibido pelas leis islâmicas. O diário posteriormente informou que tinha se enganado e que a imagem não era da condenada.
Segundo o advogado da iraniana, Javid Kian, o castigo foi executado na prisão de Tibriz, no norte do Irã, onde ela está detida. Sakineh responde pelos crimes de adultério e pelo assassinato de seu marido, em 2004, em cumplicidade com seu suposto amante e um irmão dele.
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