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27 de Maio de 2012

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publicado em 20/08/2010 às 13h35: atualizado em: 20/08/2010 às 17h36

Israel aceita diálogo direto e
palestinos 'recebem bem' proposta

EUA convidaram líderes a se reunir em Washington para discutir processo de paz

Do R7, com agências internacionais

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O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, acolheu favoravelmente o convite feito pelos Estados Unidos nesta sexta-feira (20) para o lançamento de negociações diretas de paz com os palestinos, no início de setembro, disse um porta-voz. Os palestinos disseram ter recebido bem a proposta e marcaram reunião para discutir se aceitam ou não sentar-se à mesa de negociação. Caso isso ocorra, será a primeira vez que as duas se dispõem a conversar diretamente em dois anos.

De acordo com o oficial, Netanyahu disse estar pronto a se reunir a qualquer hora com o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas.

Do outro lado, o chefe dos negociadores palestinos, Saeb Erekat, disse à agência Reuters que os líderes "receberam bem" a proposta americana, anunciada em entrevista coletiva pela secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton.

- [A proposta] contém os elementos necessários para sustentar um acordo de paz.

As negociações entre os dois lados foram retomadas de forma indireta – ou seja, palestinos e israelenses não conversam diretamente, mas por meio de “recados” passados por um mediador – em maio deste ano, após 19 meses de paralisação.

O Comitê Executivo da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) se reuniria na noite desta sexta-feira para decidir se aceita ou não o convite americano para o diálogo direto com Israel.

Conversa acontecerá em Washington

Hillary disse nesta sexta-feira que o Quarteto para o Oriente Médio (Estados Unidos, Rússia, União Europeia e ONU) convidou israelenses e palestinos para reuniões em Washington, capital americana. O presidente dos EUA, Barack Obama, promoverá o diálogo.

- O objetivo é resolver todas as questões do estatuto final, que, acreditamos, poderá ser completado dentro de um ano.

De acordo com Hillary, Obama também vai convidar o presidente do Egito, Hosni Mubarak, e o rei da Jordânia, Abdullah 2º, para participar do diálogo, diante de sua "grande importância" no processo de paz.

Entre os temas que prejudicam o diálogo de paz estão as fronteiras do futuro Estado palestino, a situação dos refugiados palestinos e o destino de Jerusalém, cidade reivindicada por ambas as partes.

Em comunicado, o Quarteto para o Oriente Médio reafirmou o compromisso com "uma solução negociada entre as partes", que sirva para "finalizar a ocupação (israelense) que começou em 1967" e resulte "na criação de um Estado Palestino independente, democrático e viável, vivendo lado a lado em paz e segurança com Israel e seus vizinhos".

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