27 de Maio de 2012
Ataque a frota naval com ajuda humanitária colocou o país sob pressão internacional
e R7Israel suavizou nesta quarta-feira (9) o bloqueio imposto à faixa de Gaza ao permitir a entrada pela primeira vez nos últimos três anos de alimentos como refrigerantes, marmelada, sucos e doces, anunciou Raed Fatuh, do Ministério da Economia do Executivo do Hamas, grupo militante que governa o território palestino.
A medida israelense ocorre em meio à pressão internacional sobre Israel para que relaxe o bloqueio à região, após o ataque militar na semana passada a uma embarcação humanitária que seguia para Gaza e no qual morreram nove ativistas turcos, em 31 de maio.
A faixa de Gaza está sob bloqueio de Israel desde 2007, quando o Hamas, que Israel considera uma organização terrorista, tomou à força o poder no território. Um dos objetivos das ONGs que organizaram a chamada "frota da liberdade" era justamente contestar esse bloqueio.
Israel afirma que seus homens estavam respondendo à agressão de manifestantes que portavam facas e porretes. Cerca de 500 ativistas foram presos e, depois, deportados. Entre eles, estava a cineasta brasileira Iara Lee, que escapou sem sofrer ferimentos.
No último domingo, Israel negou a proposta do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, para uma investigação internacional conduzida pelo ex-primeiro-ministro da Nova Zelândia Geoffrey Palmer, com representantes turcos, israelenses e americanos. O país anunciou que faria uma investigação por conta própria.
Falando ao Parlamento na última segunda-feira, em resposta a um voto de desconfiança apresentado pelos partidos de oposição por causa da operação, o ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, disse que Israel examinaria formas de minimizar os atritos relacionados ao bloqueio a Gaza.
Israel cria comissão civil para investigar ataque
Israel decidiu criar uma comissão civil para investigar a ação de seus militares contra uma frota humanitária internacional, mas seu mandato se limitará a examinar os aspectos jurídicos do bloqueio à faixa de Gaza e da operação marítima, informou nesta terça-feira (8) o ministro Benny Begin, membro do gabinete de segurança.
A comunidade internacional exige ao menos um componente internacional na investigação. A comissão não terá mandato de interrogar os soldados e oficiais que participaram na operação contra a frota.
Os meios de comunicação israelenses informaram que a comissão será integrada por juristas e ex-altos diplomatas israelenses, com dois advogados estrangeiros como observadores.
O Exército iniciou sua própria investigação interna criando uma equipe de especialistas integrada por generais da reserva, que "examinará o desenvolvimento da operação e tirará as conclusões", que serão entregues no máximo em 4 de julho.
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